Celina Leão reforça importância do programa Viva Flor; Grass defende ampliar delegacias
Após feminicídio na Candangolândia, candidatos defendem medidas de combate à violência contra a mulher
A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), lamentou, na última sexta-feira (16), o feminicídio de Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, de 30 anos. A mulher foi assassinada com tiros na cabeça e no peito, na noite de quinta-feira (15), pelo ex-companheiro André Eduardo Alves da Silva, de 40 anos.
O crime ocorreu na Quadra QR 1A da Candangolândia. Em registros de câmeras de segurança é possível ver o momento em que o homem puxa o cabelo da vítima, desfere socos, chutes e a derruba no chão antes de efetuar os disparos com a arma de fogo.
Mayara chegou a ser atendida pelo Corpo de Bombeiros do DF e foi levada ao Hospital de Base em estado gravíssimo. Ela teve a morte confirmada na manhã da sexta-feira (16). A vítima deixou dois filhos: um de 12 anos e outra de 3 anos.
Durante cumprimento de agenda de campanha, Celina lamentou o feminicídio, manifestou solidariedade à família da vítima e destacou a importância das mulheres denunciarem casos de violência. De acordo com a governadora, Mayara Stephany recusou o programa Viva Flor.
Mecanismo de proteção
O programa é uma iniciativa de segurança preventiva no DF voltada à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em situação de risco extremo.
A vítima recebe um aplicativo ou dispositivo móvel customizado customizado e disponibilizado pela Secretaria de Segurança Pública do DF que possibilita o acionamento remoto de socorro. A mulher encaminhada para o programa Viva Flor também recebe atendimento humanizado e é orientada sobre o uso do dispositivo.
Celina reforçou que é fundamental buscar os mecanismos de proteção disponíveis. "Essa mulher tinha uma ocorrência em 2024 ou 2025, mas no boletim está registrado que foi oferecido o programa Viva Flor e ela disse que não precisava. Quando eles falam que vão nos matar, eles podem nos matar de verdade", ressaltou.
Em Ceilândia, o candidato Leandro Grass (PT) também comentou o caso de femincídio. Ele fez críticas a segurança pública no governo Ibaneis-Celina.
"No governo da Celina Leão e do Ibaneis, feminicida, ladrão, gente que mata, gente que rouba tem vida fácil. No meu governo não vai ter vida fácil, porque nós vamos implementar protocolos muito rígidos", afirmou.
O candidato petista defendeu tolerância zero e medidas duras contra o crime. Grass destacou ainda a necessidade de ampliação das delegacias da mulher e dos canais de atendimento para denúncias.
"Vamos combater o feminicídio dando às mulheres condições de denúncia, ampliando as delegacias da mulher, ampliando os canais de atendimento, garantindo os espaços de acolhimento para a mulher que é dependente financeiramente do agressor. Temos todo um plano para enfrentar o feminicídio, que aumentou no DF 100% durante o governo Celina Leão Ibaneis, 100%, dobrou. Assim como aumentaram todos os tipos de crime" destacou.
Grass propôs ainda a garantia de espaços de acolhimento para vítimas que possuem dependência financeira do agressor.
Feminicídio avança
O Distrito Federal registrou aumento de 31,1% nos casos de feminicídios entre 2024 e 2025, passando de 22 para 29 mortes. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Entre janeiro e setembro de 2026, foram registradas 17 ocorrências de feminicídio no DF, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF).