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PCDF desarticula quadrilha que aplicava golpe do falso parente

Estrutura criminosa atuava desde 2024 e causou prejuízo superior a R$ 73 mil

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Segundo PCDF, quadrilha causou prejuízo de mais de R$ 73 mil

Cinco integrantes de uma organização criminosa especializada no chamado 'golpe do falso parente' pelo WhatsApp foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal, nesta quarta-feira (7). Além das prisões, a Operação "Atrás das Grades" cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal, e em Goiânia (GO).

A investigação da PCDF revelou que o grupo não apenas aplicava as fraudes, mas também comercializava "kits de golpe" completos, com dados pessoais das vítimas, imagens e roteiros de abordagem. A operação foi deflagrada pela PCDF e também teve apoio da Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Goiás.

Prejuízo de R$ 73 mil

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os criminosos se passavam por filhos, parentes ou amigos das vítimas para induzi-las a fazer transferências de dinheiro. Até o momento, foram identificadas pelo menos 19 ocorrências relacionadas ao grupo, registradas entre novembro do ano passado e maio deste ano, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 73 mil. Em um dos casos, uma única vítima perdeu mais de R$ 53 mil. Entre as vítimas identificadas estão idosos de 75 e 83 anos.

Golpe vendido em "kit"

De acordo com o delegado João Guilherme Carvalho, a investigação revelou que a quadrilha produzia e vendia os kits completos para a aplicação do golpe. O kit tinha os dados pessoais da vítima e de seus familiares, obtidos em painéis clandestinos de dados, além de imagens e roteiro da conversa.

"Além de aplicar o golpe do falso parente, eles [criminosos] montavam as chamadas grades, com dados pessoais das vítimas e de seus familiares, roteiros de atuação, para também outras organizações criminosas. Também foram apreendidos dispositivos digitais, aparelhos celulares, computadores, os quais serão encaminhados para a perícia, para prosseguimento das investigações."

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado pela fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas previstas para esses crimes podem ultrapassar 26 anos de reclusão.