Campanha nacional coleta DNA de familiares de desaparecidos

Busca das amostras biológicas será realizada em instituto da Polícia Civil

Por

Ação faz parte da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas

O Distrito Federal está participando da Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A campanha faz parte da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e tem como objetivo coletar material genético de familiares para facilitar a identificação de pessoas desaparecidas.

No DF, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio do Instituto de Pesquisa e DNA Forense (IPDNA), fará a coleta do material, na campanha que segue até esta sexta-feira (28).

Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2025, foram registrados 84.269 desaparecimentos, um aumento de 3,6% em relação aos 81.040 casos contabilizados em 2024. O DF registrou 2.170 casos. Desse total, 2.095 pessoas foram localizadas. Pesquisadores do Anuário reforçam que o tema deve ser uma prioridade da agenda nacional de segurança pública.

A coleta é feita com um cotonete ou uma pequena esponja passada na parte interna da bochecha. Eventualmente, também pode ser coletada uma gota de sangue do dedo da mão.

Em seguida, as amostras são processadas e os perfis genéticos obtidos são inseridos em bancos de perfis genéticos que realizam cruzamentos permanentes, aumentando significativamente as chances de identificação de pessoas desaparecidas em todo o território nacional.

Para a doação de DNA, a PCDF recomenda pelo menos dois familiares com os seguintes vínculos com a pessoa desaparecida: mãe ou pai biológico ou filhos biológicos da pessoa desaparecida; irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Na ausência desses parentes, outras possibilidades podem ser avaliadas pelos especialistas.

A diretora-adjunta do IPDNA, Mariña Ramthum, explica que a coleta de DNA é feita continuamente pelas delegacias. Ela ressalta que as mobilizações são fundamentais para ampliar os bancos genéticos.

"O banco de dados cadastra perfis genéticos de familiares de pessoas desaparecidas. Quando as polícias do DF ou de outras unidades da Federação encontram pessoas de identidade desconhecida, vivas ou falecidas, o material biológico é coletado, analisado e inserido no banco. Por meio de softwares estatísticos, é feito o cruzamento desses perfis com os dos familiares cadastrados para verificar possíveis similaridades que permitam a identificação."