MT: Cuiabá registra nova queda no preço da cesta básica
Feijão, café e açúcar puxaram o recuo na segunda semana de agosto
O preço médio da cesta básica em Cuiabá (MT) caiu 0,65% na segunda semana de agosto, em comparação com a semana anterior, e ficou em R$ 836,28. O resultado foi influenciado pela redução nos valores de alimentos como feijão, café e açúcar.
Os dados fazem parte de boletim do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Baixa semanal, alta anual
Mesmo com a baixa recente, a cesta ainda custa 4,5% mais do que no mesmo período de 2025. O feijão teve uma das maiores quedas da semana, de 5,32%, e passou a custar, em média, R$ 9,03/kg.
Segundo a análise, a maior oferta, associada à produção da safra atual, pode ter contribuído para o recuo. O café também ficou mais barato, com redução de 3,24% e valor médio de R$ 27,72/500g.
A produção nas principais regiões produtoras atingiu o pico previsto para a safra, ampliando a disponibilidade do produto. Apesar da queda, o boletim aponta possibilidade de alta do café após o fim da safra. O valor atual, porém, permanece 18,08% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o preço médio era de R$ 33,84/500g.
O açúcar apresentou redução de 1,13%, para R$ 1,58/kg.
A produção dos canaviais segue estável, enquanto os estoques das usinas permanecem elevados, o que pode favorecer novas reduções para facilitar o escoamento.
Segundo o IPF-MT, os diferentes movimentos mostram que a inflação dos alimentos não ocorre de forma uniforme. Fatores como sazonalidade, estoques, clima e disponibilidade de matéria-prima afetam cada cadeia produtiva de maneira distinta.
A trajetória semanal da cesta indica melhora para o consumidor desde julho, mas o resultado anual mostra que o custo da alimentação ainda não voltou aos níveis registrados anteriormente.
No caso do açúcar, a diferença também aparece no ano. O preço médio está 53,24% abaixo do registrado no mesmo intervalo de 2025.
Para o IPF, o dado acompanha o cenário de oferta e indica que a situação de cada produto depende das condições próprias de sua cadeia.
Para a cesta, a queda da segunda semana mantém o movimento iniciado em julho, mas o aumento de 4,5% em um ano mostra que a redução recente ainda não compensou a diferença acumulada.