PCDF desarticula esquema de anabolizantes clandestinos

Grupo fabricava substâncias adulteradas e lavava dinheiro, aponta PCDF

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PCDF cumpriu o bloqueio de R$ 32 milhões dos investigados

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), uma operação contra um grupo suspeito de fabricar e distribuir anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados em diferentes estados. Segundo as investigações, a fabricação e a estocagem dos produtos era concentrada no DF.

A investigação teve início após uma busca e apreensão na casa de um dos investigados, apontado como líder de um dos núcleos da organização. No celular apreendido, os policiais encontraram um extenso histórico de mensagens que, conforme a PCDF, detalhavam a estrutura do grupo e a divisão nas atividades entre diferentes integrantes da quadrilha.

Para dar aparência de legitimidade aos produtos, o grupo utilizava embalagens e rótulos com nomes em língua estrangeira e bandeiras de outros países. A estratégia buscava simular a importação de produtos de laboratórios inexistentes ou reproduzir marcas já consolidadas no mercado.

A estrutura contava com profissionais de diferentes áreas. Segundo a PCDF, designers eram responsáveis pela identidade visual das marcas clandestinas, enquanto nutricionistas e treinadores recomendavam e davam respaldo ao consumo das substâncias.

Médicos veterinários também são investigados por supostamente emitir receitas falsas para permitir a compra de medicamentos controlados em estabelecimentos agropecuários.

Uma gráfica era usada para produção de rótulos e embalagens sob encomenda. De acordo com a investigação, os arquivos de impressão eram apagados das máquinas com o objetivo de dificultar a identificação da origem dos materiais.

A PCDF também identificou indícios de esquema de lavagem de dinheiro destinado a ocultar a origem e a movimentação dos recursos. Doleiros indicavam contas de terceiros e de empresas de fachada para pulverizar os depósitos. Outros integrantes utilizavam contas bancárias e chaves Pix de parentes para receber os pagamentos.

No DF, estavam concentradas as bases de fabricação e armazenamento, academias ligadas à divulgação dos produtos e a gráfica. Já em Goiás, a Polícia Civil identificou depósitos utilizados para receber insumos na divisa com a capital federal.