Casos de dengue caíram 21,5% em Cuiabá neste semestre

Comparando com 2025, a chikungunya também registrou uma queda de 98,8%

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Os agentes vistoriaram 673,8 mil imóveis em Cuiabá em 2026

Cuiabá (MT) registrou 688 casos confirmados de dengue em 2026 até a 28ª Semana Epidemiológica (SE), segundo boletim divulgado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A média semanal de registros caiu 21,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Na última semana analisada, foram três novos casos. O levantamento reúne 1.500 notificações da doença.

Do total confirmado, 605 casos são autóctones, contraídos no próprio município.

A taxa de incidência está em 87,4 casos por 100 mil habitantes. Dois óbitos foram confirmados e outros dois seguem em investigação.

A chikungunya também apresentou redução. Houve um registro na 28ª semana, e a doença está há 14 semanas abaixo da média semanal de 4,4 casos. A queda nas notificações chega a 98,8% na comparação com o mesmo período de 2025. Cuiabá soma 59 casos autóctones, com incidência de 8,5 casos por 100 mil habitantes. Não houve mortes pela doença.

O vírus Zika não tem novas notificações na capital há dez semanas epidemiológicas. A incidência acumulada é de 0,4 caso por 100 mil habitantes e não há mortes relacionadas à infecção.

Os dados foram elaborados pela Vigilância Epidemiológica, pela Vigilância em Saúde Ambiental e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Capital).

O monitoramento acompanha as arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti e orienta as medidas de controle adotadas na cidade.

Em 2026, agentes de combate às endemias vistoriaram 673,8 mil imóveis. Também houve tratamento em 72,2 mil imóveis e em 81 mil depósitos de água. As equipes eliminaram 19,3 mil possíveis criadouros do mosquito.

A avaliação considera os registros acumulados até a 28ª semana e permite comparar o comportamento das doenças com o mesmo intervalo de 2025. A pasta mantém equipes em campo para identificar pontos com água acumulada e interromper o ciclo de reprodução do inseto.

A Secretaria de Saúde mantém a orientação para que moradores eliminem recipientes com água parada, mantenham caixas d'água fechadas, limpem calhas e descartem materiais que possam acumular água para reduzir os locais usados para reprodução do Aedes aegypti.