DF apresenta redução nos roubos e furtos de celulares, aponta Anuário de Segurança

Levantamento mostra queda nos crimes e reforça importância do programa nacional Celular Seguro

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Anuário aponta que os furtos ocorrem com maior frequência nos finais de semana

O Distrito Federal apresentou queda de 10% nos roubos e furtos de celulares entre 2024 e 2025. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O levantamento mostra que os roubos de aparelhos caíram de 8.170, em 2024, para 6.709, em 2025. Já os furtos passaram de 14.259 para 13.582 no mesmo período. Enquanto os roubos registraram redução de 19% entre 2024 e 2025 em todo o país, os furtos mantiveram uma queda discreta de 5%.

Pânico

Apesar da melhora neste indicador, o Fórum Brasileiro destaca que este é um crime que continua assombrando a população e gerando pânico.

Pesquisa realizada pelo FBSP em parceria com o Instituto Datafolha em março deste ano mostrou que 78% da população brasileira tem medo de ter o celular furtado ou roubado e 83% têm medo de sofrer um golpe pela internet ou pelo celular, crime que muitas vezes ocorre devido ao roubo ou furto de celular.

No caso dos roubos, 77,2% se dão em vias públicas, ao passo que 49,3% dos furtos ocorrem nas ruas, 15,2% em estabelecimentos comerciais e 6,1% no transporte.

Já sobre o perfil das vítimas, homens parecem estar mais sujeitos aos roubos do que as mulheres, concentrando 59,8% de todas as ocorrências. Já os furtos se distribuem de modo equilibrado, com 50,3% das ocorrências atingindo homens e 49,7% mulheres.

Jovens de 15 a 29 anos concentram 37,7% das vítimas de roubo, e 45,2% das vítimas de furto tinham entre 20 e 39 anos. O Anuário destaca que chama atenção, entre as vítimas de furto, que 27,5% tinham 50 anos ou mais. Pessoas negras são as principais vítimas em ambos os crimes.

Finais de Semana

De acordo com boletins de ocorrência analisados, os furtos têm maior incidência aos finais de semana: sábados e domingos concentram 34,5% desta, enquanto os roubos ocorrem mais nos dias úteis (73,1%), com picos às sextas-feiras.

Os horários também revelam padrões distintos para estes crimes. O roubo tem dois picos ao longo do dia, sendo o primeiro entre às 5h e 6h da manhã, que concentram 9,9% de todas as ocorrências, e o segundo ao anoitecer: entre às 18h e às 23h ocorreram 4 em cada 10 roubos, com pico às 20h. O furto, por sua vez, acontece especialmente entre 10h e 12h (14,6%) e entre 17h e 20h (21,4%).

Risco para o criminoso

O Anuário aponta que a primeira hipótese de queda nos roubos e furtos de celular está relacionada ao risco envolvido na prática de cada crime.

"O roubo exige contato direto entre o criminoso e a vítima, com uso de violência ou ameaça, o que aumenta significativamente a chance de o autor ser identificado ou preso. Há maior possibilidade de reação da vítima, intervenção de terceiros que estejam por perto, ação policial e registro por câmeras de segurança. Já o furto ocorre sem confronto direto", destacam os pesquisadores do Fórum.

O Anuário ressalta também que a expansão das câmeras de monitoramento, o maior foco das polícias no combate a estes crimes e a mudança de comportamento da população em espaços públicos podem ter elevado muito o custo das práticas de roubos. Outra hipótese diz respeito à possível queda no valor de revenda dos celulares.

Celular Seguro

O Fórum destaca que o programa Celular Seguro representou um passo importante para a redução dos roubos e furtos de celulares em todo o país.

A iniciativa, criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, permite o bloqueio rápido de linhas telefônicas, aplicativos bancários e acessos digitais em casos de roubo ou furto.