MPC-DF apura o aparecimento de escorpiões nas escolas públicas

O órgão solicitou ao TCDF que apure o caso e identifique os responsáveis

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Ministério Público de Contas visitou escolas e ouviu comunidade

O Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF) apresentou ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) uma representação para apurar possível omissão do governo do Distrito Federal (GDF) na prevenção e no enfrentamento da presença de escorpiões e outros animais peçonhentos em escolas da rede pública.

O documento também solicita que a Corte instaure procedimento de fiscalização sobre a atuação da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF).

O processo ainda aguarda análise do tribunal.

A iniciativa foi motivada por registros de aparecimento de escorpiões em unidades de ensino e por acidentes envolvendo estudantes.

De acordo com o MPC-DF, dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), divulgados pela imprensa, apontam mais de 6 mil ocorrências com escorpiões no DF entre janeiro de 2025 e junho de 2026.

Ainda segundo o órgão, apenas nos primeiros meses de 2026 foram contabilizados 1.974 casos, dos quais 32 classificados como graves.

Para subsidiar a representação, a Quarta Procuradoria do MPC-DF realizou visitas a escolas do Guará, Asa Norte, Cruzeiro, Candangolândia, Asa Sul, Taguatinga, Areal e Núcleo Bandeirante.

Segundo o ministério, foi constatada a ausência de um protocolo padronizado para orientar as unidades sobre prevenção e atendimento em casos de picadas.

As escolas relataram procedimentos distintos, como acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), do Corpo de Bombeiros, de hospitais ou de unidades de saúde próximas.

As inspeções também identificaram depósitos e áreas externas com acúmulo de móveis, computadores, pneus, livros e outros materiais sem uso ou danificados.

Para o MPC-DF, essas condições dificultam a limpeza e favorecem a presença de escorpiões. Na avaliação do órgão, o enfrentamento do problema exige outras ações além da dedetização.

A representação defende a retirada de materiais inservíveis, manutenção das instalações, definição de responsabilidades entre os órgãos distritais e integração da SEE-DF com os setores de vigilância ambiental e sanitária.

Ao final, o MPC-DF requereu que o TCDF apure eventual omissão da secretaria competente pelo tema.