MPMT inicia a nova edição do Escuta Pantaneira
A iniciativa ouvirá demandas de comunidades ribeirinhas no Pantanal
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizará, entre hoje (15) e sábado (18), a segunda etapa da escuta social ativa com comunidades ribeirinhas do Pantanal (MT), em Poconé (MT), a 100 km de Cuiabá (MT).
A programação prevê encontros com moradores da comunidade do Chumbo e com pescadores do Pesqueiro do Beição e do Porto Jofre.
A iniciativa busca identificar demandas sociais e ambientais para subsidiar a atuação da instituição na defesa de direitos humanos e na preservação do bioma.
A ação integra o projeto Travessia Pantaneira, desenvolvido em parceria com a Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, A Casa do Centro e a Associação dos Guardiões e Guardiãs do Pantanal de MT e MS (Aguapan).
A proposta é ampliar o diálogo com quem vive na região e reunir informações sobre necessidades que afetam o cotidiano das famílias. A agenda inclui visitas técnicas ao Instituto Urihi, ao Parque Estadual Encontro das Águas e ao Porto da Manga.
Também está prevista uma reunião institucional com a organização não-governamental Panthera Brasil.
As atividades servirão para reunir informações sobre questões ambientais e sobre os desafios enfrentados pelas populações locais.
Participam da comitiva a procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza e os promotores de Justiça Henrique Schneider Neto, Joelson de Campos Maciel, Mario Anthero Silveira de Souza, Liane Amelia Chaves Mansano, Adalberto Ferreira de Souza Junior e Claudio Angelo Correa Gonzaga.
Segundo o MPMT, a escuta direta das comunidades permite conhecer a realidade do território e orientar medidas voltadas ao atendimento das necessidades identificadas.
O levantamento das informações deve contribuir para o planejamento de ações relacionadas à garantia de direitos e ao acompanhamento de questões socioambientais.
Na primeira edição do Travessia, em outubro de 2025, os participantes apontaram como prioridades o acesso à água potável, a perfuração de poços, a implantação de sistemas de tratamento de água e a regularização fundiária de áreas ocupadas há gerações.
Foram relatadas ainda demandas por serviços de saúde e educação, e reforço no combate aos incêndios florestais, com brigadas comunitárias.