SES-DF orienta população sobre sintomas do sarampo e importância da vacinação

Baixa cobertura vacinal em vários países eleva risco de disseminação da doença durante a Copa

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) orienta a população do DF a ficar atenta aos sintomas do sarampo, doença infecciosa altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo.

Segundo a pasta, a baixa cobertura vacinal em diversos países aumenta o risco de disseminação da doença, cenário que exige atenção redobrada durante a Copa do Mundo, período marcado pelo intenso fluxo de viajantes entre os países-sede e outras regiões do mundo.

Líderes no Sarampo

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), mais de 248 mil casos de sarampo foram confirmados no mundo em 2025. Entre os países que lideram a competição, o Canadá registrou 5.062 ocorrências no ano passado e já contabiliza 871 em 2026.

Em seguida, o México, registrou 6.152 casos em 2025, e 9.207 neste ano. Já os Estados Unidos notificaram 2.144 ocorrências em 2025 e 1.738 em 2026.

A pediatra da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da SES-DF, Marília Higino, ressalta que o aumento do sarampo está ligado diretamente à hesitação vacinal.

"Nos últimos anos, temos observado um aumento significativo dos casos de sarampo nas Américas, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse cenário está diretamente relacionado à redução de pessoas vacinadas, situação que aumenta o número de indivíduos suscetíveis à infecção e favorece a circulação do vírus", explica.

A transmissão do vírus do sarampo ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. A transmissão pode ocorrer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.

"Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças respiratórias. Por isso, a presença de febre associada ao surgimento de manchas na pele deve servir de alerta para que a pessoa procure rapidamente uma UBS para avaliação", orienta Marília Higino.

A proteção é feita com a vacina tríplice viral que protege contra o vírus do sarampo, caxumba e rubéola. O imunizante é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independente se tem viagem marcada.

Quem deve tomar

Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada "dose zero". Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses. E adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.

Desde 2024, o Brasil mantém o status de país livre da circulação do vírus do sarampo. No Distrito Federal, foram computadas 71 notificações de casos suspeitos em 2025, com apenas uma confirmação importada e sem transmissão secundária. Em 2026, foram notificadas 20 suspeitas, mas nenhuma ocorrência foi confirmada até o momento.

Os dados reforçam a importância da imunização. No ano passado, 94,7% dos casos confirmados no País ocorreram em pessoas sem histórico vacinal. De acordo com o calendário do MS, pessoas de 1 a 29 anos e profissionais de saúde de qualquer idade devem receber duas doses da vacina tríplice viral. Já adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose.

"A vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir, controlar e eliminar o sarampo. Por isso, é fundamental que toda a população mantenha o esquema atualizado", reforça Higino.

A vacinação está disponível em mais de 170 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do DF. Para receber a dose, basta apresentar um documento válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação.

A Secretaria informa que tem ainda intensificado a capacitação dos profissionais da rede pública para identificar rapidamente casos suspeitos, realizar a notificação imediata e adotar medidas de resposta oportuna, especialmente após a Copa do Mundo.