Mais de 6,5 mil Implanons foram disponibilizados pela SES-DF

Método contraceptivo incorporado pelo SUS em 2025 tem alta eficácia e dura três anos

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Por Isabel Dourado

Antes restrito apenas à rede privada, o implante contraceptivo Implanon passou a ser oferecido a meninas e mulheres de 14 a 49 anos na rede pública de saúde do Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), entre fevereiro e o fim de maio deste ano, foram distribuídas e implementadas 6.692 unidades do método subdérmico liberados de etonogestrel.

O método contraceptivo é indicado para mulheres em idade fértil especialmente para aquelas que não podem utilizar estrogênio ou desejam uma alternativa ao uso diário de pílulas anticoncepcionais.

Até o final deste ano, o Ministério da Saúde estima distribuir 1,8 milhão de dispositivos para atender a todas as mulheres.

O investimento deve ser de aproximadamente R$ 245 milhões. Atualmente, o produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada. De acordo com o Ministério, assim como o DIU (dispositivo intrauterino), o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC, na sigla em inglês). Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo.

Atualmente, o SUS disponibiliza os seguintes métodos contraceptivos: preservativos externo e interno; DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral e vasectomia.

Entre esses, o Ministério reforça e destaca que apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Praticidade

O Implanon é um pequeno bastão flexível de plástico com 4 centímetros de comprimento e 2 milímetros de diâmetro que é inserido logo abaixo da pele do braço. A inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local, realizada na parte interna do braço.

Após o procedimento, o dispositivo pode atuar no organismo por até três anos. Outra vantagem apontada pelo Ministério da Saúde é a efetividade. O implante contraceptivo subdérmico apresenta taxa superior a 99%, sendo comparável à laqueadura.

"É um método moderno, reversível e o mais eficaz que nós temos em uso por período prolongado, atualmente, de até três anos; a taxa de falha é inferior a 0,05%", explica Viviane Albuquerque, referência técnica distrital (RTD) em saúde da mulher no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) da SES-DF.

A Secretaria de Saúde esclarece que todas as mulheres elegíveis têm direito ao método e serão acolhidas pelas equipes de saúde. No entanto, a pasta destaca que os grupos prioritários (mulheres em situação de rua, profissionais do sexo, pacientes com HIV/Aids, mulheres privadas de liberdade, vítimas de violência doméstica, residentes em áreas rurais) podem ter acesso mais célere ao procedimento.

Inicialmente limitado a grupos prioritários, o método tinha 10,1 mil unidades disponíveis. Com o aumento de profissionais capacitados para fazer a inserção e a soma de 5,5 mil novos dispositivos, a oferta foi ampliada.

"A organização da oferta, no entanto, segue o princípio da equidade do SUS, que prevê a priorização do atendimento às pessoas em situação de maior vulnerabilidade ou com necessidades clínicas específicas, de forma a garantir maior impacto na prevenção de gestações não planejadas e na promoção da saúde materno-infantil", informa a pasta.

Todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do DF possuem o contraceptivo. As equipes orientam sobre os métodos contraceptivos disponíveis e organizam o fluxo de inserção de acordo com a capacidade operacional de cada serviço.