Goiás tem recorde de trabalho prisional

Estado amplia parcerias e prevê criar mais 2 mil vagas até o fim do ano

Por Redação

Apenados atuam em serviços dentro e fora de presídios

O trabalho prisional em Goiás atingiu, em março de 2026, o maior número de pessoas privadas de liberdade em atividade laboral. Segundo dados da Polícia Penal (PPGO), 5,7 mil internos exerciam funções dentro e fora das unidades prisionais.

O total representa um aumento de 10,03% em relação a dezembro de 2025, quando cerca de 5,2 mil detentos estavam empregados em ações vinculadas ao sistema penal. Na comparação com dezembro de 2022, quando havia 3,9 mil presos trabalhando, o crescimento chegou a 46,75%. Os números incluem custodiados dos regimes fechado, provisório, semiaberto e aberto.

As atividades podem ser remuneradas ou usadas para remição de pena. A expansão do trabalho prisional ocorre por meio de parcerias firmadas entre a Polícia Penal, empresas privadas, prefeituras e órgãos estaduais.

O sistema mantém oficinas próprias e utiliza mão de obra de reeducandos em serviços de manutenção das unidades prisionais. Entre as funções desempenhadas estão limpeza urbana, construção civil, jardinagem, pintura, marcenaria, serralheria, cozinha, confecção, roçagem e capina.

Atualmente, 46 municípios goianos mantêm convênios de trabalho com a Polícia Penal.

Outros 12 acordos estão em fase de tramitação. A proposta do governo estadual é ampliar a oferta de postos ao longo deste ano para alcançar novos contratos em diferentes regiões de Goiás.

Além das parcerias com administrações municipais, nove empresas privadas empregam mão de obra carcerária dentro de unidades de regime fechado. A contratação ocorre por meio de chamamento público.

A previsão da PPGO é chegar a 15 parcerias empresariais até dezembro. A expectativa é criar mais 2 mil vagas de trabalho para pessoas privadas de liberdade até o fim deste ano. Caso a meta seja atingida, Goiás deverá alcançar o maior quantitativo já registrado no sistema prisional estadual.

O avanço integra as metas do Plano Estadual de Trabalho do Sistema Penal, criado em 2024 e válido até dezembro.

O programa estabelece como objetivo ampliar em 50% o número de internos em atividade laboral até o encerramento do período de vigência.

Segundo o planejamento, a meta é atingir 6,5 mil trabalhadores até dezembro. Em 2023, o sistema registrava 4,3 mil pessoas privadas de liberdade atuando em atividades profissionais vinculadas ao cumprimento de pena.

O governo estadual afirma que a ampliação das vagas tem como objetivo aumentar as oportunidades de ocupação durante o período de custódia e fortalecer ações ligadas à reintegração social no sistema penal goiano.