Estudo da CLDF sugere a construção de mais colégios
A solução para o transporte escolar seriam novas unidades
Os contratos do transporte escolar da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) somam cerca de R$ 700 milhões por ano, segundo levantamento apresentado pela Câmara Legislativa (CLDF) e divulgado pela agência de notícias da instituição.
O diagnóstico mostrou que o serviço opera com 2.128 rotas e 1.152 ônibus, atendendo a 78 mil estudantes e percorrendo 101 mil quilômetros por mês.
A deputada Paula Belmonte (PSDB), que propôs o debate, defendeu a ampliação do número de colégios para atender a demanda de forma equilibrada, ainda de acordo com a Agência CLDF. "Esse é o diagnóstico maior que nós temos aqui: precisamos construir escolas, não ampliar o sistema de transporte", destacou.
A análise indicou diferenças nos custos entre regiões administrativas e problemas na execução orçamentária do sistema.
O estudo foi elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa de Fiscalização, Controle, Acompanhamento de Políticas e Contas Públicas e Execução Orçamentária (Conofis) da CLDF.
O trabalho reuniu visitas técnicas, reuniões e mais de 4,6 mil questionários respondidos por motoristas, monitores, usuários, secretários e diretores escolares.
Os dados revelaram que 795 alunos moram em uma região administrativa e estudam em outra.
O levantamento apontou também que 121 motoristas e 91 monitores afirmaram trabalhar nos três turnos.
Entre os veículos analisados, 14% não possuem acessibilidade e 60% não têm ar-condicionado. Apesar disso, a pesquisa registrou avaliação positiva do serviço.
Segundo os questionários, 92% dos entrevistados consideram o embarque pontual e 95,7% disseram chegar no horário às unidades de ensino.
Entre os monitores, 92% afirmaram que a frequência dos estudantes supera 80%.
Durante a apresentação na CLDF, os integrantes da Conofis recomendaram atualização do Portal da Transparência e implantação de monitoramento tecnológico em toda a frota.
O levantamento mostrou ainda a diferença pelo DF nos valores pagos por quilômetro rodado. Enquanto no Recanto das Emas, o custo é de R$ 12,71, em Santa Maria chega a R$ 26,58.
Outro ponto apontado foi o subdimensionamento orçamentário registrado desde 2022.
Conforme a análise, em 2024 cerca de 65% dos recursos necessários dependeram de suplementação. No último ano, o orçamento precisou ser dobrado.
O levantamento indicou também que os gastos da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) passaram de 51% para 87% do total aplicado pelo DF entre os anos de 2021 e 2025.