DF: pesquisa estuda óleo de pequi para remédio de cicatrização de ferimentos

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) investiga o uso de óleo de pequi em formulações voltadas ao tratamento de feridas e inflamações. O estudo, financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), busca criar produtos que ampliem a cicatrização e reduzam processos inflamatórios, com foco em casos de difícil recuperação, como lesões associadas ao diabetes.

A iniciativa utiliza nanotecnologia para melhorar a atuação do composto no organismo.

Segundo a FAPDF, a técnica permite transformar o ativo em partículas em escala reduzida, o que pode favorecer a absorção, prolongar o efeito e aumentar a interação com células e tecidos.

O projeto desenvolve duas formas principais de aplicação: uma em gel, indicada para o uso direto na pele, e outra em suspensão (líquida), que amplia as possibilidades terapêuticas.

A proposta, liderada por Graziella Anselmo Joanitti, combina conhecimentos de fitoterapia com métodos tecnológicos para obter melhor desempenho dos princípios naturais.

O óleo de pequi foi escolhido devido à presença de ácidos graxos, vitaminas e antioxidantes.

Esses elementos estão associados a propriedades que auxiliam na regeneração de tecidos e no controle de inflamações.

O uso do fruto já é comum em práticas tradicionais no Brasil. A base da pesquisa inclui estudos anteriores realizados na própria UnB, que resultaram na criação de nanoemulsões com o mesmo composto.

Em 2022, essa tecnologia recebeu carta patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), com aplicações previstas em áreas biomédicas, nutracêuticas e cosméticas.

Atualmente, o projeto está em estágio de validação em laboratório. A equipe também trabalha no desenvolvimento de um produto mínimo viável para a aplicação em contextos clínicos.