Influenza K reforça urgência da vacina contra a gripe no DF

Segundo a SES-DF, 236 mil doses do imunizante já foram aplicadas

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Por Isabel Dourado

A confirmação do vírus influenza A (H3N2) subclado K no Distrito Federal, conhecido como gripe K, levou a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) a reforçar a importância das vacinas e anticorpos na prevenção da doença. A variante foi identificada no final do ano passado e está circulando no Brasil neste ano. O diretor substituto da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP) da SES-DF, Victor Bertollo, explica que a influenza K não é um vírus novo e sim um subtipo do H3N2 que já circula sazonalmente.

"Todo ano a gente tem a circulação de diferentes vírus da influenza. O que vem circulando nos últimos anos é a Influenza H1N1, H3N2 e influenza B, esses são os três tipos principais. Dentro desses tipos, vão ocorrendo mutações ao longo do ano, e vão surgindo subtipos ali dentro, variantes, digamos assim, que podem eventualmente se tornar predominantes. É isso que faz com que a gente tenha ondas epidêmicas de influenza todos os anos, o período sazonal de influenza."

Bertollo esclarece que o Distrito Federal ainda não está com alta incidência de casos do subclado K. Por isso, o especialista reforça que este é o momento ideal para se vacinar contra a gripe. Segundo ele, a literatura também sugere que o subclado K não é necessariamente mais forte do que os outros tipos de H3N2.

"Ainda não estamos com alta incidência, mas o que chama atenção é o fato de essa cepa já ser predominante, e estamos começando a ter a subida de casos de influenza no DF. Esse é um momento super oportuno para a gente se vacinar e se proteger dessa onda epidêmica que está chegando", explica ele. "Nós não temos nenhuma evidência que a influenza K seja mais grave do que a influenza habitual de todos os anos. Mas o alerta é: está começando o período sazonal de influenza no Distrito Federal, e estamos com a vacina disponível, que é a principal estratégia de redução do risco de agravamento", alerta Bertollo.

Público-alvo

Dentre os principais públicos para receber o imunizante estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; puérperas até 45 dias após o parto; pessoas com comorbidades e deficiências; indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; e uma série de profissões, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das forças armadas. A vacina deste ano protege esses grupos contra três variantes do influenza. Segundo dados da Secretaria de Saúde, até este momento, já foram aplicadas 236 mil doses da vacina contra a gripe. A meta é imunizar 1,1 milhão de habitantes do DF.

Bertollo destaca que, além do vírus da influenza, está circulando o vírus sincicial respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. O especialista reforça que a vacina contra o vírus está disponível no SUS para gestantes, a partir da 28ª semana de gestação. "A vacina está disponível e também temos o anticorpo monoclonal Nirsevimabe indicado para bebês prematuros."