MS registra superávit nas exportações no trimestre

O estado somou US$ 2,51 bi em exportações de janeiro a março

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Mato Grosso do Sul registrou US$ 2,51 bilhões em exportações no primeiro trimestre de 2026 e manteve saldo positivo de US$ 1,76 bilhão na balança comercial, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc-MS).

O resultado considera vendas externas entre janeiro e março, com aumento de 11,83% no volume embarcado, que alcançou 6,82 milhões de toneladas.

No mesmo período, as importações somaram US$ 751,58 milhões, com alta de 10,10% em relação a 2025. O desempenho foi impulsionado pelo setor agropecuário, que apresentou crescimento de 11,11% nos preços e de 11,41% no volume exportado.

A pauta segue concentrada em produtos do campo. A soja lidera com 28,32% de participação, seguida pela celulose, com 27,41%, e pela carne bovina, com 19,38%. Também aparecem entre os principais itens o farelo de soja, carnes de aves e milho.

Nas importações, o gás natural voltou a ocupar a liderança, com 24,2% do total importado. Em seguida estão caldeiras de geradores de vapor, com 16,7%, e álcoois e derivados, com 9,6%. A mudança retoma o padrão histórico do estado, após variação registrada no início do ano.

A China permanece como principal destino das exportações, com 44,84% de participação. Estados Unidos, Países Baixos e Itália aparecem na sequência. A análise indica maior concentração das vendas para o mercado norte-americano na comparação anual.

A logística de escoamento segue concentrada em portos do Sul e Sudeste. O Porto de Paranaguá responde por 40,83% das exportações, seguido pelo Porto de Santos, com 38,27%, e por São Francisco do Sul, com 9,37%.

Entre os municípios, Três Lagoas lidera as exportações, com 18,94% do total. Também se destacam Ribas do Rio Pardo, Dourados e Campo Grande.

Na indústria de transformação, houve queda de 3% nos preços e de 2,68% no volume exportado. Já a indústria extrativa registrou recuo de 45,29% nos preços, mas aumento de 42,36% no volume. Outros produtos apresentaram alta de 7,16% nos preços e de 34,97% no volume.

A cotação média do dólar em março de 2026 foi de R$ 5,23, com variação de 0,59% em relação a fevereiro e queda de 8,96% na comparação anual.

A série histórica aponta a manutenção de superávits desde o ano de 2015, com exportações superiores às importações, sustentadas por produtos agrícolas e industriais. O resultado do trimestre mantém a tendência observada em anos recentes e reforça a participação do estado no comércio exterior brasileiro.