Estudo da UnB está desenvolvendo uma técnica para tratar o melanoma

Por Redação

Projeto usa aplicação local com estruturas microscópicas

Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) está desenvolvendo um tratamento para melanoma com aplicação direta na pele, utilizando estruturas microscópicas para levar o medicamento ao local do tumor.

O estudo conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e busca aumentar a eficácia da terapia e reduzir os efeitos no organismo.

A proposta utiliza o fármaco ibrutinib, que apresenta limitações quando administrado por via oral, como baixa absorção e risco de toxicidade. A tecnologia emprega carreadores lipídicos nanoestruturados, que funcionam como veículos para transportar a substância ativa. Essas estruturas permitem atravessar a barreira da pele, alcançar camadas mais profundas e liberar o conteúdo de forma controlada. Com isso, o tratamento se concentra na área afetada, evitando a dispersão pelo corpo.

Os testes foram realizados em laboratório com modelos que simulam a pele humana e culturas celulares de melanoma.

Essa etapa permitiu avaliar a penetração do medicamento e sua ação sobre o tumor. Os resultados indicam a viabilidade da estratégia e apontam avanço no desenvolvimento da solução.

A pesquisa está entre os níveis TRL 5 e 6, o que indica validação em ambiente relevante e progressão para fases mais próximas da aplicação prática. Além do melanoma, a tecnologia pode ser adaptada para outros tipos de câncer de pele e produtos dermatológicos. As próximas etapas incluem testes em modelos animais, ajustes na formulação e ampliação da produção.

O apoio da FAPDF viabilizou a compra de equipamentos, manutenção da estrutura e concessão de bolsas, permitindo a continuidade das atividades de pesquisa no Distrito Federal.

Os resultados vêm sendo publicados em periódicos internacionais, como o International Journal of Pharmaceutics.