Goiás reduz a letalidade policial por 4 anos seguidos

Integração e controle interno influenciaram resultados

Por Redação

Estado alcança menor patamar histórico desde 2019

O levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) indica uma queda contínua nas mortes decorrentes de intervenções das forças de segurança no estado ao longo dos últimos quatro anos.

Em 2025, foi registrado o menor volume da série histórica iniciada em 2019, em cenário oposto ao observado em 17 unidades da federação, onde houve aumento desse tipo de ocorrência.

Segundo a Agência Cora Coralina de notícias, o comportamento local acompanha mudanças estruturais adotadas na área. Desde 2022, os registros apresentam redução gradual.

Naquele ano, foram documentados 535 casos, número inferior ao de 2021, quando ocorreram 611 episódios.

Em 2023, o total caiu para 517 ocorrências. Já em 2024, houve novo recuo, com 373 mortes. No ano seguinte, Goiás contabilizou 364 casos, representando diminuição de 2,4% em relação ao período anterior.

O acumulado dos últimos 4 anos aponta uma retração de 40,4% nas ocorrências letais envolvendo policiais. A avaliação das autoridades estaduais é de que os resultados estão associados a investimentos voltados à integração entre instituições, ampliação do uso de inteligência e recomposição do efetivo.

Essas medidas passaram a orientar o planejamento operacional e administrativo da segurança pública. A gestão estadual avalia que o equilíbrio entre aplicação da lei e controle do uso da força passou a ser prioridade.

Ainda segundo a Agência Cora, a orientação interna reforça disciplina, padronização de procedimentos e fiscalização das atividades, com foco na preservação institucional e na proteção da população atendida.

A destinação de recursos para a aquisição de equipamentos, a modernização de sistemas e a expansão do videomonitoramento integrado ampliou o suporte informacional disponível nas operações policiais no estado.

Com isso, as abordagens passaram a ocorrer de forma mais direcionada, com menor exposição a riscos para agentes e cidadãos. No comparativo nacional, a diferença é significativa.

Para cada ocorrência fatal registrada no estado, outras 4,3 foram contabilizadas na Bahia, onde o total chegou a 1.569 mortes em 2025, maior número do país. Rio de Janeiro, com 798 registros, Pará, com 634, e Paraná, com 426, também aparecem entre os maiores volumes. Em todo o território nacional, foram contabilizados 6.519 casos no mesmo período, alta de 4,5%.

O contraste reforça a singularidade do desempenho estadual, que segue trajetória distinta da média brasileira e mantém tendência de queda consecutiva.