Goiânia lidera a qualidade de educação entre capitais
No ranking geral, a cidade subiu 75 posições desde a edição anterior
Goiânia (GO) alcançou a liderança nacional em qualidade da educação entre as capitais brasileiras, segundo a edição 2025 do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP Brasil). O levantamento avaliou 418 cidades do país e considerou indicadores ligados à capacidade administrativa e aos efeitos das políticas públicas sobre a população, posicionando a capital goiana no topo entre os centros urbanos estaduais.
No recorte geral do estudo, entre diversas cidades brasileiras analisadas, Goiânia avançou 75 posições em relação à edição anterior e passou a ocupar o 22º lugar nacional no indicador de qualidade educacional, superando capitais como Curitiba (PR), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).
A classificação completa está disponível na plataforma oficial, mantida pelo CLP Brasil. O indicador utilizado não se limita à oferta de matrículas e considera aspectos relacionados ao aprendizado efetivo, ao desenvolvimento humano e às condições de ensino oferecidas aos estudantes.
Na edição 2025, a educação foi definida como eixo estratégico da administração municipal, com foco em ações estruturais na Rede Municipal de Educação. Entre as medidas adotadas estão a ampliação do atendimento na Educação Infantil, melhorias físicas em unidades escolares e intervenções voltadas à qualificação dos ambientes pedagógicos.
A gestão também direcionou recursos para o fortalecimento da alimentação escolar, aquisição de materiais didáticos e fornecimento de uniformes e kits escolares aos alunos da rede.
O Programa de Autonomia Financeira das Instituições Educacionais (Pafie) destinou R$ 147 milhões do Tesouro Municipal para custeio e manutenção das escolas, permitindo maior autonomia administrativa.
Repasses extras somaram R$ 75 milhões, possibilitando adequações conforme as necessidades de cada comunidade escolar.
A expansão da estrutura física incluiu a entrega de 55 novas salas de aula, criando mais de 1,2 mil vagas na Educação Infantil. Também foram instaladas 1.475 lousas eletrônicas e 783 aparelhos de ar-condicionado, ampliando o suporte tecnológico e as condições térmicas nas unidades.
A política educacional contemplou ainda investimentos superiores a R$ 10 milhões na merenda escolar e a distribuição de 2,8 mil kits destinados à Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A valorização profissional foi mantida com o cumprimento do piso nacional da categoria e pagamento de bônus, reforçando a atuação dos educadores como parte central dos resultados observados na avaliação.