MS: gravidez juvenil foi a menor em 10 anos em 2025

Taxa de adolescentes foi de 9,58% entre os nascidos

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Campo Grande (MS) registrou, em 2025, a menor taxa de gravidez na adolescência dos últimos 10 anos, com 9,58% dos nascidos vivos até outubro.

O percentual ficou abaixo das médias estadual e nacional e indica redução consistente ao longo da última década. O resultado está associado ao fortalecimento do pré-natal, à ampliação do acesso a métodos contraceptivos e à reorganização da Atenção Primária à Saúde (APS) no município.

Os dados ganham relevância durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizada de 1º a 8 de fevereiro, conforme a Lei nº 13.798/2019. A iniciativa busca ampliar a circulação de informações educativas e preventivas, além de orientar sobre métodos disponíveis na rede pública.

No município, as ações integram políticas permanentes de cuidado materno-infantil. Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 10 mil nascidos vivos em Campo Grande, dos quais 959 são de mães adolescentes.

No mesmo período de 2024, a taxa havia sido de 10,42%. Em 2015, o índice chegou a 16,03%, o que confirma a tendência histórica de queda ao longo dos anos.

Desde julho de 2024, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande participa do PlanificaSUS, iniciativa que recebe apoio técnico do Hospital Israelita Albert Einstein. O programa atua na qualificação de processos assistenciais, com foco na integração entre a atenção básica e os serviços especializados.

Na última semana, especialistas da instituição estiveram no município para acompanhar a aplicação do modelo. A ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração reforça esse cenário. Em 2025, foram realizadas 457 inserções de implante subdérmico, crescimento de 657,5% em relação a 2024.

Entre adolescentes de 10 a 19 anos, ocorreram 192 procedimentos, aumento de 2.300% na comparação com 2024. Além do implante, a rede municipal mantém a oferta de DIU de cobre e hormonal, preservativos internos e externos, pílula anticoncepcional, injeções mensais e trimestrais, laqueadura e vasectomia.

O atendimento é organizado de forma individualizada, conforme as necessidades de cada pessoa e de cada família.

Esse avanço está ligado à descentralização da oferta nas unidades de saúde, à capacitação de médicos e enfermeiros e à incorporação do implante subdérmico como prática rotineira na Atenção Primária. As diretrizes do PlanificaSUS orientam a organização da rede, o cadastro da população e o acompanhamento das gestantes no território.

Outro eixo do trabalho é a qualificação do pré-natal e do acompanhamento infantil.