PM do DF vai usar câmeras corporais
Mais de mil equipamentos foram doados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública
O Distrito Federal tornou-se integrante, na terça-feira (29), dos Projetos Nacionais de Uso de Força e Câmeras Corporais. Com a adesão, tornou-se a quinta unidade da Federação a fazer parte do programa.
A formalização ocorreu com a doação também, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), de 1,8 mil kits de armas de incapacitação neuromuscular e 8,6 mil espargidores de spray de pimenta. Segundo o Ministério, está previsto a doação de mais 1.087 câmeras corporais.
Em janeiro, o ministério anunciou um investimento de aproximadamente R$ 120 milhões na compra de equipamentos de menor potencial ofensivo para serem distribuídos para a segurança pública de todo o Brasil.
Para o secretário Nacional de Segurança Pública do MJSP, Mario Sarrubbo, o uso de câmeras corporais se traduz em proteger a vida dos policiais e da população com o estabelecimento de normas claras para os policiais.
“Estamos trazendo aos agentes a segurança necessária para uma abordagem ou uma ação, e, mais do que isso, trazendo a esses policiais a necessária segurança jurídica para utilizarem a força, à medida que ela seja efetivamente necessária”, afirma.
Modernização
Ao Correio da Manhã, o Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, destaca que a ação pode modernizar a estrutura de segurança do DF.
"A adoção das câmeras corporais é um passo importante na modernização da segurança pública. A medida amplia a transparência nas abordagens, protege tanto o cidadão quanto o agente e fortalece a confiança da população nas forças de segurança, ao oferecer segurança jurídica aos profissionais. Vale lembrar que as forças policiais do DF estão entre as menos letais do país. Casos de desvios são exceções e não refletem o trabalho sério e dedicado que nossas corporações desempenham diariamente.", destaca Avelar.
A Diretoria de Especialização e Aperfeiçoamento da Polícia Militar do DF ressalta que é preciso se adaptar aos novos meios tecnológicos.
“A tecnologia não tem volta, e cabe a nós nos adaptarmos. Além disso, a qualificação contínua é essencial para garantir a segurança dos policiais e a correta aplicação do uso progressivo da força. Nosso objetivo é formar multiplicadores que disseminem esse conhecimento dentro da corporação, contribuindo para um policiamento mais eficiente e alinhado às diretrizes nacionais”, diz, em nota.