Operação Santa Fé mira organização criminosa ligada ao tráfico na Paraíba
Ação da Ficco-PB cumpre 16 mandados em sete cidades paraibanas e no Distrito Federal; investigação aponta que uma liderança comandava o grupo de dentro da prisão
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (Ficco-PB) deflagrou, nesta quarta-feira (19), a Operação Santa Fé, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, circulação ilegal de armas de fogo e crimes violentos no sertão paraibano.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais são executadas em João Pessoa, Sousa, São José de Piranhas, Aguiar, Serra Grande e Igaracy, na Paraíba, além de Brasília, no Distrito Federal.
Segundo a Polícia Federal (PF), as investigações apontaram a existência de um núcleo da organização responsável pelo controle do tráfico de drogas no Vale do Piancó. O grupo teria uma estrutura formada por fornecedores, compradores e distribuidores de entorpecentes.
Liderança atuava de dentro da prisão
Durante a apuração, os investigadores identificaram que uma das principais lideranças da organização continuava comandando as atividades criminosas mesmo estando presa.
De acordo com a PF, o suspeito utilizava outros integrantes como intermediários para repassar ordens, coordenar a logística e garantir a continuidade da distribuição de drogas na região.
A investigação também busca esclarecer a participação dos integrantes do grupo na circulação de armas de fogo e em outros crimes violentos associados à atuação da organização criminosa.
Mandados são cumpridos na Paraíba e no DF
As medidas cautelares foram autorizadas pela 5ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Patos (PB).
Os alvos da operação estão distribuídos por diferentes municípios paraibanos e também pelo Distrito Federal. A estratégia, segundo as autoridades, busca atingir não apenas os integrantes diretamente envolvidos na distribuição de drogas, mas também a estrutura utilizada para manter o funcionamento da organização.
A operação é coordenada pela Ficco-PB, força integrada que reúne agentes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal.
A investigação continua para identificar outros possíveis integrantes, fornecedores e responsáveis pela logística utilizada pelo grupo criminoso.