PF pede abertura de novo inquérito contra Lulinha por tráfico de influência
A pedido da PF, André Mendonça abriu duas investigações na semana passada; advogado vai recorrer a MJSP por suposta "pesca predatória"
A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura do terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT), por suspeitas de tráfico de influência e corrupção. Na semana passada, o ministro André Mendonça acolheu os pedidos para início das duas primeiras investigações.
A PF apura se Lulinha negociava acesso de empresas a órgãos do governo federal em troca de pagamentos. O primeiro inquérito investiga se o empresário atuou a favor de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, junto ao Ministério da Saúde para regulamentação e venda de produtos à base de canabidiol para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Na segunda investigação, Lulinha é apontado por ter supostamente favorecido um empresário em negociação com o Dataprev.
A defesa de Lulinha pretende acionar o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) contra a PF alegando a prática de “pesca probatória”. “Estão fazendo uma espécie de ‘melhor de 3’. Uma piada. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali’. Isso fragiliza as instituições, traz insegurança para o processo eleitoral, é uma contaminação inequívoca e vou pedir explicações”, disse o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa o empresário.
Em entrevista o podcast Inteligência Ltda, o presidente Lula negou a possibilidade de interferir nas investigações e afirmou que o filho, que mora na Espanha, deverá voltar ao Brasil para se defender. “Não vou utilizar meu cargo para proteger. Ele vai vir pra cá, vai ter que provar que ele é inocente como eu provei, mas tem que provar. E se for culpado, vai pagar o que todo mundo tem que pagar quando erra”, disse Lula.