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Dia do Médico: realidade diante da Inteligência Artificial

Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta que a IA não substitui a consulta

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Plataformas já respondem sobre sintomas, doenças e tratamentos

Neste mês em que é celebrado o Dia do Médico, em 18 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reflete sobre qual é o papel do médico em um cenário cada vez mais mediado pela tecnologia. Com a popularização de aplicativos e plataformas que oferecem respostas sobre sintomas, doenças e tratamentos, a entidade alerta: a inteligência artificial não substitui a consulta médica e a avaliação de um especialista.

"Cada paciente tem características e necessidades próprias, que precisam ser consideradas em uma avaliação individualizada. Uma resposta fornecida por uma ferramenta de IA pode até trazer informações gerais, mas não substitui a análise do histórico, dos sintomas, dos exames e de outros aspectos que fazem parte da avaliação médica", destaca Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD.

Outro ponto de atenção é o uso da inteligência artificial para criar ou manipular vídeos e imagens de pessoas que se apresentam como profissionais de saúde. Rostos, vozes, cenários e linguagem podem ser artificialmente produzidos para criar uma falsa aparência de autoridade médica.

"Uma notícia falsa não é apenas um problema de informação. Na Medicina, ela pode se transformar em um problema de saúde. Conteúdos que prometem curas milagrosas, incentivam o abandono de tratamentos, recomendam medicamentos sem respaldo ou direcionam para a compra de produtos devem ser vistos com atenção redobrada", alerta Dr. Sérgio Palma, membro da diretoria da SBD.

A entidade recomenda que, ao encontrar alguém que se apresenta como médico nas redes sociais, a população confira se o profissional possui registro no Conselho Regional de Medicina, por meio do Portal de Busca por Médicos do CFM. Também é importante verificar se aquele conteúdo foi realmente publicado pelo profissional, já que a imagem e a voz de médicos reais também podem ser utilizadas indevidamente.

Na Dermatologia, especialidade que trabalha intensamente com imagens e reconhecimento de padrões, a tecnologia avançou rapidamente e já existem sistemas desenvolvidos especificamente para a área, capazes de analisar imagens dermatoscópicas e outros exames, contribuindo para o diagnóstico diferencial e o acompanhamento dos pacientes.