Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social

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Educação é o fator mais associado à ascensão de renda

O Atlas da Mobilidade Social, divulgado na sexta, mostra que gênero, raça e origem familiar são os principais condicionantes para a baixa mobilidade social no Brasil. O Atlas é uma plataforma pública desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social, em parceria com o Prospera Lab. Segundo o levantamento, entre jovens brancos que nasceram em famílias situadas entre os 25% mais pobres da distribuição de renda, 36,3% permanecem nesse mesmo grupo quando adultos. Entre os não brancos, essa probabilidade sobe para 51,6%, indicando que a questão racial é ainda mais determinante para esse grupo. Para o Atlas, o gênero também altera as possibilidades de mobilidade social. Entre os filhos de pais que estavam entre os 25% mais pobres da população, 32,9% dos homens permanece nesse mesmo estrato na vida adulta. Entre as mulheres, a proporção chega a 65,1%.