Redes sociais viram fonte de consulta médica e SBD faz alerta

Entidade ressalta importância de consultar especialistas médicos

Por

SBD reforça campanha internacional da Liga das Sociedades Dermatológicas

As doenças de pele afetam entre 4,7 e 4,9 bilhões de pessoas em todo o mundo e figuram entre as principais causas globais de incapacidade, segundo dados publicados pela revista científica The Lancet. O cenário reforça a relevância do Dia Mundial da Saúde da Pele (World Skin Health Day), campanha promovida pela Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (ILDS) e apoiada no Brasil pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Além do impacto físico, as doenças dermatológicas afetam diretamente a qualidade de vida, a saúde mental, a produtividade e o bem-estar social dos pacientes. Apesar dessa dimensão, estima-se que menos da metade da população mundial acometida tenha acesso adequado ao atendimento dermatológico.

Segundo o documento, existem entre 2 mil e 3 mil doenças cutâneas distintas, incluindo enfermidades infecciosas, doenças inflamatórias crônicas, doenças tropicais negligenciadas e cânceres de pele.

"Estamos falando de doenças que afetam bilhões de pessoas e que muitas vezes são negligenciadas. A pele é o maior órgão do corpo humano, sendo, muitas vezes, um importante sinalizador de doenças sistêmicas, infecções, processos inflamatórios e cânceres", afirma o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.

O alerta ganha ainda mais relevância após a aprovação, em 2025, de uma resolução histórica da Organização Mundial da Saúde (OMS), que reconheceu as doenças de pele como uma prioridade global de saúde pública.

No Brasil, dados da pesquisa Datafolha revelam uma população cada vez mais interessada em cuidados com a pele, mas nem sempre acompanhada por orientação médica especializada.

Segundo o levantamento, 54% dos brasileiros afirmam buscar informações sobre cuidados com a pele, produtos, procedimentos e profissionais. Entre aqueles que procuram esse tipo de conteúdo, as redes sociais aparecem como principal fonte de informação: 19% recorrem a plataformas digitais e criadores de conteúdo, enquanto 9% buscam orientações no youtube. Em contrapartida, apenas 14% afirmam procurar médicos presencialmente e 13% utilizam sites de busca e páginas médicas como fonte de consulta.