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Trump diz que acompanha as eleições do Brasil 'de perto'

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Americano elogiou o país e disse que 'as pessoas do Brasil são fantásticas'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha as eleições brasileiras "de perto" e que o pleito é "muito importante".

O republicano ainda elogiou o país, disse que o Brasil é muito importante e trata-se de "um ótimo país". "As pessoas do Brasil são fantásticas e é uma eleição muito importante".

Na fala, o presidente dos EUA não declarou apoio a nenhum dos candidatos, mas a declaração acontece a três dias do primeiro turno das eleições e em meio ao receio do governo brasileiro de interferência de Trump no pleito, que desde que retornou à Casa Branca travou uma guerra tarifária com o Brasil e seu governo foi marcado por diversas sanções.

Na quarta (30), reportagem do jornal britânico The Guardian afirmou que o governo do republicano planeja destinar US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,2 milhões) em dinheiro público a grupos contrários ao STF (Supremo Tribunal Federal) sob a acusação de que a corte extrapola as atribuições judiciais e impõe censura no Brasil.

Neste ano, em maio, poucas semanas após a visita de Lula a Casa Branca, Trump recebeu Flávio Bolsonaro no Salão Oval, num gesto de proximidade com um dos principais adversários de Lula na disputa presidencial. Poucos dias depois, o Departamento de Estado classificou o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, ampliando o alcance dos instrumentos americanos contra as duas facções brasileiras.

A pressão também avançou pelo campo econômico. Em julho, após concluir uma investigação aberta no ano anterior pela Seção 301 da lei comercial americana, o governo Trump impôs uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, citando, entre outros pontos, decisões de tribunais brasileiros sobre plataformas digitais, combate à corrupção, propriedade intelectual e desmatamento. O governo Lula classificou a medida como politicamente motivada, enquanto Washington afirmou que ela respondia a práticas comerciais consideradas injustas.

Depois, outra tarifa, de 12,5%, também foi aplicada contra o Brasil em uma investigação que incluía outras 60 economias, sob pretexto de uso de trabalho forçado.

A escalada chegou também ao terreno diplomático e eleitoral. Em julho, o governo brasileiro negou vistos a dois altos funcionários do Departamento de Estado que pretendiam viajar a Brasília; segundo autoridades ouvidas pelo jornal Washington Post, a missão incluía questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Em agosto, os Estados Unidos responderam revogando o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, numa medida que o Departamento de Estado descreveu como recíproca.