Colômbia confirma 254 mortos e busca sobreviventes de terremoto

Moradores de cidades mais atingidas pelo terremoto na Colômbia resistem a voltar para casa por medo de novo tremor

Por Petrônio Viana

Equipes de resgate buscam sobreviventes de terremoto na Colômbia

O governo da Colômbia busca sobreviventes do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10). De acordo com balanço divulgado nesta terça-feira (11), foram confirmadas 254 mortes, com mais de 500 pessoas feridas. Até o momento, cerca de 3 mil pessoas são consideradas desaparecidas.

Na segunda-feira, o presidente Abelardo De La Espriella, que assumiu o cargo na sexta-feira (7), declarou estado de emergência nacional. O tremor foi considerado o mais forte a atingir a Colômbia neste século.

Reprodução/Redes sociais - Terremoto deixou mais de 250 mortos e 3 mil pessoas desaparecidas

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a uma profundidade de 110 km, 5 km ao leste de San José del Palmar, a 284 km de Bogotá, capital do país, e a 150 km de Medellín e de Cali. Uma réplica de magnitude 5,0 foi registrada a 100 km de profundidade uma hora depois.

Em Cali, mais de 20 estruturas residenciais desabaram e ainda restam vítimas sob os escombros. O principal hospital da cidade perdeu 70% de sua infraestrutura, segundo autoridades locais.

Reprodução/Redes sociais - Terromoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) foi maior do século no país

“Estamos realizando todos os trabalhos necessários para retirar as pessoas com vida. Muita gente veio, com equipamentos, comida, ajudando os bombeiros, ajudando as pessoas", disse o socorrista voluntário Andrés Felipe Mejía à AFP.

Em Pereira, capital de Risalda, departamento que registrava o maior número de vítimas na segunda-feira, o prefeito Mauricio Salazar disse haver “muitas pessoas feridas” e outras “presas em meio aos escombros”. Ele classificou a situação da cidade como “crítica”.

Nas cidades mais atingidas, as autoridades tentam lidar com o trânsito caótico e com milhares de pessoas que temem voltar para suas residências. Muitos edifícios sofreram danos estruturais e correm risco de desabar no caso de um novo tremor.