Rubio e Aoun se reúnem nos EUA em negociação por Israel

Presidente libanês, Joseph Aoun também encontrará Donald Trump

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Sob mediação de Washington, Beirute negocia retirada das tropas israelenses

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se reuniu neste domingo (19), em Washington, com o presidente libanês Joseph Aoun, informou um funcionário do Departamento de Estado à agência de notícias AFP.

Aoun, que chegou no sábado (18) à capital dos Estados Unidos, também tem um encontro agendado com Donald Trump na terça-feira (21), segundo um comunicado da presidência libanesa. Trata-se da primeira reunião de um presidente libanês com um mandatário americano desde o encontro de Michel Sleiman com Barack Obama em 2009.

A conversa ocorre em um momento em que as autoridades libanesas negociam a retirada de Israel das zonas do sul do Líbano, que ocupa desde a última guerra com o grupo pró-iraniano extremista Hezbollah.

Além da cúpula bilateral na Casa Branca, Aoun se reunirá com vários funcionários americanos para analisar a situação em seu país e as discussões em curso com Israel, segundo informou a presidência no sábado.

Líbano e Israel iniciaram, em abril, negociações sem precedentes em décadas, sob os auspícios dos Estados Unidos, com o objetivo de pôr fim ao estado de guerra entre ambos os países.

Em 26 de junho, foi alcançado um acordo em Washington que prevê o envio do exército libanês a "zonas-piloto" evacuadas por Israel, condicionado ao desarmamento do Hezbollah.

Após a sexta rodada de negociações em Roma, concluída na quarta-feira (15), ambos os países chegaram a um acordo sobre a estrutura e as diretrizes deste processo, segundo um funcionário americano.

O Hezbollah se opõe firmemente ao acordo, que define um objetivo de "paz e segurança duradouras" entre ambos os países, tecnicamente em estado de guerra há décadas.

A paz no Líbano é colocada por negociadores iranianos como pré-requisito para o fim da guerra com os EUA e Israel.

Israel e o Líbano entraram em guerra novamente em 2 de março, quando o grupo extremista Hezbollah disparou contra o vizinho, em apoio ao Irã —atacado em 28 de fevereiro pelos EUA e Israel. Os israelenses responderam com ataques aéreos e terrestres contra o território libanês, que já mataram mais de 4.000 pessoas.

Na noite deste sábado (18), os Estados Unidos lançaram novos ataques aéreos contra o Irã, segundo o Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA). A ofensiva aconteceu após o anúncio de que dois militares americanos foram mortos e um está desaparecido na Jordânia após um ataque iraniano realizado na sexta-feira (17).