EUA ataca o Irã por suposta "agressão perigosa" contra navios em Ormuz
Forças militares dos EUA acusam o Irã de atacar três navios comerciais que trafegavam pelo Estreito de Ormuz
As forças militares dos Estados Unidos anunciaram um ataque ao Irã em retaliação a uma suposta violação do cessar-fogo entre os dois países no Oriente Médio. De acordo com o Comando Central dos EUA (CentCom), o governo iraniano teria ordenado uma “agressão injustificada” a navios comerciais que trafegavam no Estreito de Ormuz.
“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar uma série de ataques poderosos contra o Irã para impor custos pesados pelo direcionamento e ataque a tripulações de navios comerciais formados por civis inocentes em uma via navegável internacional”, afirmou o CentCom em comunicado divulgado em suas redes sociais.
“Os ataques dos EUA são uma resposta aos ataques iranianos contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A agressão demonstrada pelo Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo”, disse o Comando Central dos EUA.
O governo do Catar anunciou que uma das embarcações supostamente atingidas pelos ataques foi o navio “Al Rekayyat” e responsabilizou o Irã pelo incidente.
A imprensa estatal iraniana divulgou relatos de explosões na cidade portuária de Sirik, no sul do Irã, próxima a Ormuz. Em resposta aos ataques, ainda segundo a imprensa local, o governo do Irã teria alegado que os bombardeios representaram uma violação do cessar-fogo por parte dos EUA e prometeu "ações decisivas" contra os norte-americanos.
Após o ataque, os EUA voltaram a impor sanções contra o comércio de petróleo do Irã, revogando uma licença que havia suspendido temporariamente as restrições às exportações. A isenção havia sido anunciada em junho, em meio às negociações do acordo de paz.
Para o Ministério das Relações Exteriores do Irã, a medida viola os termos do acordo de paz, chamado “Memorando de Islamabad”. O órgão disse que adotará as “medidas necessárias” para fazer prevalecer seus interesses na região de Ormuz.