Rubio nega pedido de Flávio Bolsonaro para reverter tarifaço dos EUA

Em resposta a uma carta do senador Flávio Bolsonaro, Marco Rubio reafirmou postura dos EUA sobre aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros

Por Petrônio Viana

Marco Rubio negou pedido de Flávio Bolsonaro sobre tarifa aplicada pelos EUA a produtos brasileiros

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou o pedido de Flávio Bolsonaro (PL) para que a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos fosse revertida.

Em resposta a uma carta escrita pelo senador brasileiro após o anúncio da tarifa pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Rubio reafirmou os argumentos dos EUA para a taxação.

O secretário destacou que Jamieson Greer, chefe da USTR, “deixou claro” a existência de “diferenças substanciais” no comércio entre os dois países, apontadas no relatório da investigação realizada pelo órgão.

“Ele [Greer] propôs uma ação responsiva para comentário público. Esta determinação e a proposta de ação responsiva [sobretaxas] decorrem de uma investigação iniciada em julho de 2025 sob a direção específica do Presidente Trump”, afirmou Rubio.

O secretário de Estado relacionou que, entre as “diferenças substanciais” apontadas pela USTR estão “tarifas preferenciais injustas, barreiras ao acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e proteção de propriedade intelectual”. Rubio destacou que o relatório do Representante de Comércio será tema de uma audiência pública marcada para o dia 6 de julho.

Facções terroristas

Na resposta a Flávio Bolsonaro, com data de 23 de junho, Marco Rubio se referiu ainda à classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas listas de “Terroristas Globais Especialmente Designados” e “Organizações Terroristas Estrangeiras”, dos EUA. A inclusão das duas facções foi lembrada pelo pré-candidato à Presidência do Brasil em sua carta.

“Os Estados Unidos reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança de cidadãos honestos em nosso hemisfério compartilhado. Ao visar suas redes financeiras, de drogas e de armas, estamos tomando medidas decisivas para proteger os povos brasileiro e americano do crime organizado transnacional”, disse o secretário de Estado dos EUA.