Irã diz barrar navios dos EUA no Estreito de Ormuz
Relatos de ataque a embarcação americana são negados por autoridades
A Marinha do Irã afirmou nesta segunda-feira (4) ter impedido a entrada de navios de guerra “americano-sionistas” no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para transporte de petróleo e gás.
Segundo a imprensa estatal iraniana, a ação ocorreu após advertências às forças estrangeiras. A agência de notícias Fars informou ainda que dois mísseis teriam atingido um navio de guerra dos Estados Unidos nas proximidades de Jask, no Golfo de Omã, após a embarcação ignorar alertas emitidos por autoridades iranianas.
A informação, no entanto, foi contestada por uma autoridade norte-americana, que negou qualquer ataque a navios do país. De acordo com relatos divulgados pelo site Axios, os Estados Unidos não confirmam danos a suas embarcações. As informações não puderam ser verificadas de forma independente por agências internacionais.
O aumento da tensão ocorre após o presidente Donald Trump declarar que os Estados Unidos poderiam atuar para conduzir com segurança embarcações retidas na região, em meio ao conflito com o Irã. Em publicação recente, Trump afirmou que o país ajudaria navios a deixarem áreas restritas e retomarem suas atividades comerciais.
Em resposta, o comando militar iraniano reiterou que a segurança do Estreito de Ormuz está sob controle do país e que qualquer movimentação deve ser coordenada com suas forças armadas. O chefe do comando unificado iraniano, Ali Abdollahi, alertou que forças estrangeiras poderão ser alvo de ataques caso se aproximem da região sem autorização.
Desde o início do conflito, o Irã tem restringido a circulação de embarcações no Golfo, permitindo majoritariamente a passagem de navios próprios. A medida afeta uma rota responsável por cerca de um quinto do transporte global de petróleo e gás, contribuindo para a alta nos preços internacionais de energia.
Por sua vez, o Comando Central dos Estados Unidos informou que mantém operações na região, incluindo bloqueio a portos iranianos. Segundo comunicado, cerca de 15 mil militares, mais de 100 aeronaves, além de navios de guerra e drones, estariam mobilizados para apoiar ações consideradas defensivas e garantir a segurança regional.