Assessor de Trump diz que brasileiras são 'raça maldita' e 'causam confusão'

Paolo Zampolli proferiu as ofensas ao se referir à ex-mulher, a brasileira Amanda Ungaro, que o acusa de abuso sexual

Por Redação

Paolo Zampolli, assessor especial do governo Donald Trump

O enviado especial para assuntos globais do governo Donald Trump, Paolo Zampolli, disse que mulheres brasileiras são "raça maldita" e “causam confusão com todo mundo”. Ele deu a declaração durante entrevista à emissora italiana RAI, ao falar sobre o relacionamento com a ex-mulher, a brasileira Amanda Ungaro.

Quando perguntado se o comportamento seria uma “questão genética”, Zampolli respondeu que não e disse que as brasileiras são “programadas”. Questionado se isso significaria extorsão, negou e repetiu: “Para causar confusão”.

Além dessas, ele fez outras declarações ofensivas sobre as mulheres brasileiras.

Ex-mulher foi deportada após prisão nos EUA

Segundo o jornal The New York Times, Amanda Ungaro foi presa em Miami, nos Estados Unidos, sob acusações de fraude e deportada em outubro de 2025.

A reportagem afirma que Zampolli entrou em contato com um alto funcionário do serviço de imigração dos Estados Unidos para tratar do caso.

Ao jornal estadunidense, ele negou ter feito qualquer pedido de favorecimento e disse que buscava apenas informações.

O órgão de imigração americano também afirmou, em nota, que não houve interferência política no processo de deportação.

Ungaro disse ter conhecido Zampolli em 2002, em Nova York, quando ela tinha 18 anos e ele agenciava modelos. Os dois se casaram no ano seguinte e permaneceram juntos por cerca de duas décadas.

Os dois viveram juntos por 19 anos e, hoje, disputam na Justiça americana a guarda do filho, um adolescente de 15 anos. Ela acusa Zampolli de abuso sexual e violência doméstica.

Relação com Trump

Zampolli é próximo de Trump há anos e costuma ser citado como a pessoa que apresentou Melania ao então empresário, em 1998.

O italiano e a ex-mulher participaram de eventos no resort de Mar-a-Lago, na Flórida, incluindo festas de Ano-Novo ao lado do presidente e da primeira-dama.

Meses depois, ela começou a se relacionar com o italiano Paolo Zampolli, na época, agente de modelos. Ela acusa o homem de abuso sexual e violência doméstica. Os dois viveram juntos por 19 anos e, hoje, disputam na Justiça americana a guarda do filho, um adolescente de 15 anos.