Região rica em metais é encontrada em cratera de Marte
Vestígios de ferro, manganês e zinco na Cratera Gale indicam possível lago marciano no passado.
Evidências de concentrações de ferro, manganês e zinco foram identificadas pelas análises do rover Curiosity na Cratera Gale, uma formação rochosa marciana criada pelo impacto de um meteorito.
O estudo, publicado na Journal of Geophysical Research: Planets no dia 13 de abril, aponta que as maiores concentrações desses metais foram encontradas em minerais presentes na cratera.
A elevada presença desses metais em minerais sugere que um lago existiu no local, preenchendo ondulações rochosas e deixando evidências de água antiga no passado marciano.
No planeta Terra, depósitos semelhantes costumam abrigar micróbios, o que torna a descoberta marciana particularmente empolgante, pois indica condições que poderiam ter favorecido o surgimento de vida no passado.
Recentemente, outra pesquisa revelou a presença de moléculas orgânicas nunca antes detectadas em Marte; a molécula analisada tem cerca de 3,5 bilhões de anos e representa um avanço para a astrobiologia, mesmo sem confirmação de vida.
Surgimento da cratera
A Nasa explicou que a Cratera Gale foi criada pelo impacto de um meteorito, numa época mais úmida da história de Marte. A água subterrânea pode ter se infiltrado na formação. A equipe de Curiosity usou a espectroscopia de emissão óptica induzida por laser para identificar os elementos presentes.
O principal autor do estudo afirmou que essas concentrações de metais em ondulações preservadas são a evidência mais clara da presença de um lago na Cratera Gale, que existiu no alto do Monte Sharp, onde o rover documentou rochas depositadas durante uma era de clima marciano cada vez mais seco.
A teoria mais defendida é a transição de Marte de um planeta quente e úmido para um mundo mais frio e seco, explicando o desaparecimento dos lagos ao longo do tempo, conforme divulgação científica associada ao estudo.
As descobertas ajudam a avançar na compreensão sobre a possibilidade de vida em Marte e indicam que pode haver bolsões de água mesmo após o ressecamento do planeta, favorecendo a hipótese de ambientes habitáveis no passado.
Essa pesquisa representa mais um passo na exploração de locais que podem esclarecer o passado do planeta e a busca por sinais de vida antiga.