Irã volta a bloquear o Estreito de Ormuz e ameaça romper cessar-fogo

Decisão foi tomada após Israel realizar o maior ataque ao Líbano desde o início da guerra

Por Redação

O Estreito de Ormuz é a passagem de 20% de todo o petróleo consumido no mundo

O Irã anunciou nesta quarta-feira (8) que voltou a fechar o Estreito de Ormuz e que poderá romper o cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos se Israel prosseguir nos bombardeios ao Líbano.

A república islâmica ameaçou destruir navios que tentassem atravessar o Estreito de Ormuz sem a permissão de Teerã, acrescentando que o trânsito pela hidrovia continuava fechado. “Qualquer embarcação que tentar entrar no mar… será alvejada e destruída…”, diz a mensagem.

Nesta quarta-feira (8), Israel lançou o maior ataque contra o Líbano desde o início da guerra. Pela manhã, ataques aéreos israelenses atingiram o sul do país, horas depois de o cessar-fogo ser anunciado. Tel Aviv afirmou que “continua conduzindo operações terrestres pontuais” contra o Hezbollah, com o argumento de que o acordo de cessar-fogo não inclui o Líbano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou a alegação de Israel. Em entrevista hoje à PBS, a rede de TV pública do país, o republicano disse que "eles (Líbano) não estão incluídos no acordo" de cessar-fogo. "Por causa do Hezbollah. Eles não foram incluídos no acordo também", disse.

Kuwait acusa Irã

Por outro lado, o Kuwait relatou hoje 8, ataques iranianos que vêm ocorrendo desde as 8h da manhã (horário local) e danificaram usinas de energia e de dessalinização, bem como instalações petrolíferas, horas depois da entrada em vigor de um cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos .

“As defesas aéreas do Kuwait têm combatido uma intensa onda de ataques hostis iranianos, envolvendo 28 drones que tinham como alvo o Estado do Kuwait”, afirmou o exército do país em um comunicado.

O Kuwait afirmou ter “interceptado um grande número desses drones hostis”, mas que os ataques causaram “danos materiais significativos a instalações petrolíferas, centrais elétricas e usinas de dessalinização de água”.

Em um tom semelhante, os Emirados Árabes Unidos disseram que suas defesas aéreas estão lidando com mísseis e drones vindos do Irã, horas depois do anúncio da trégua.