Estrangeiros presos nos protestos iranianos
Irã prendeu ao menos 139 estrangeiros em janeiro
O Irã afirmou nesta terça-feira (3) que 139 estrangeiros estão entre os presos em protestos contra o governo que marcaram o país em janeiro.
Estrangeiros presos estavam "organizando, incitando e direcionando protestos", disse o chefe de polícia da cidade de Yazd. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela agência de notícias Tasmin.
Nacionalidades dos estrangeiros presos não foram divulgadas. Em alguns dos casos, os presos estavam "fazendo contato com serviços de comunicação de fora do país", segundo a polícia.
Cidadão canadense está entre os mortos. Até o momento, uma das poucas informações sobre a situação de estrangeiros no país veio por parte do Ministério das Relações Exteriores do Canadá, que confirmou uma morte durante os protestos.
Milhares de mortos
O Irã reconheceu que ao menos 3.000 pessoas foram mortas durante confrontos em protestos no país. O balanço da Iran Human Rights, porém, é maior e estima que 6.854 pessoas foram mortas pelas forças de segurança iranianas.
As manifestações começaram no fim de dezembro de 2025, mas se intensificaram nas primeiras semanas de janeiro. Em retaliação, a comunicação do Irã com o exterior foi cortada por semanas.
Cerca de 40.000 manifestantes foram detidos. De acordo com a mesma instituição, buscas domiciliares foram feitas e postos de controle foram instalados para deter os envolvidos - entre eles, crianças.
Governo Trump considerou um ataque a Teerã no meio do mês para conter protestos no país. Na ocasião, fontes da Casa Branca afirmaram ao "The Wall Street Journal" que um ataque era mais provável do que improvável.
Rivais árabes do Irã na região do Golfo Pérsico pressionaram os EUA a não intervirem nos protestos. Arábia Saudita, Omã e Qatar estão dizendo à Casa Branca que uma tentativa de derrubar o regime iraniano abalaria os mercados de petróleo e, em última análise, prejudicaria a economia dos EUA e também a dos próprios países, segundo autoridades árabes.
Após Donald Trump ameaçar o Irã, o país do Oriente Médio disse que "nunca aceita ultimatos". Na semana passada, Trump havia dito que o tempo do país iraniano estava se esgotando. Sem apresentar publicamente um prazo, ele anunciou ainda que uma "armada maciça" estava indo em direção ao país, disposta e capaz de cumprir rapidamente sua missão se necessário.
A tensão entre os dois países desescalou e, agora, Irã e EUA têm reunião marcada para buscar um acordo. Uma das possibilidades, segundo fontes ligadas ao assunto, é de que o Irã diminua ou encerre seu programa nuclear.
