Venezuela começa a libertar americanos presos, informa autoridade dos EUA

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A Venezuela começou a libertar, na terça (13), cidadãos americanos presos pelo regime do país sul-americano, informou um funcionário do governo dos Estados Unidos, que elogiou a medida tomada pela liderança interina do país, Delcy Rodríguez, após a destituição forçada de Nicolás Maduro, em operação militar no início deste mês.

"Damos as boas-vindas à libertação de americanos detidos na Venezuela. Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas", disse um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob condição de anonimato.

As primeiras libertações do regime chavista após a invasão dos EUA aconteceram na quinta-feira (8), incluindo estrangeiros. Entre os primeiros libertados estavam a renomada ativista Rocío San Miguel, detida em fevereiro de 2024, e Enrique Márquez, ex-candidato à Presidência.

A primeira, perseguida desde 2004, estava no Helicoide, prisão rotulada por organizações de direitos humanos como "centro de tortura" da ditadura. O segundo foi detido após denunciar irregularidades nas eleições de 2024, que reelegeram Maduro. Ele foi solto juntamente com o dirigente Biagio Pilieri.

Na segunda-feira (12), o regime libertou também 32 presos políticos, segundo a ONG Foro Penal, elevando o número total de prisioneiros soltos para 49.

O grupo estava nas prisões de La Crisálida e em Rodeo 1, localizadas no estado de Miranda, vizinho de Caracas. Dois cidadãos italianos ainda estavam dentro da leva mais recente de solturas.

O regime afirma que 116 pessoas foram libertadas, além de outras 187 em dezembro. Como a ditadura chavista nunca reconheceu oficialmente a existência de presos políticos, não é possível verificar se esses números incluem cidadãos detidos por outros motivos. O balanço é questionado pelas principais organizações do país, que não confirmam a cifra.

Em julho de 2025, a Venezuela havia libertado dez prisioneiros americanos, em troca do envio de 252 migrantes venezuelanos que estavam detidos em El Salvador após serem deportados dos Estados Unidos.

Acesso ao X

A Venezuela voltou a ter acesso à rede social X (ex-Twitter), após o bloqueio ordenado há mais de um ano por Nicolás Maduro, na esteira de sua reeleição questionada em julho de 2024.

Usuários da operadora telefônica Digitel podiam acessar o X, constatou a AFP. Em outras companhias, como Movistar e a estatal Cantv, o acesso à plataforma ainda era parcial.

Altos dirigentes do chavismo - como a presidente interina Delcy Rodríguez e o ministro de Interior Diosdado Cabello - publicaram mensagens mais cedo para informar que estavam retomando o uso do X.

"Continuemos unidos, avançando pela tranquilidade econômica, a justiça social e o Estado de bem-estar que merecemos encontrar", afirmou a líder em primeira publicação desde setembro de 2024.

Em 8 de agosto de 2024, Maduro havia anunciado a suspensão do X em meio às contestações ao resultado da eleição presidencial na Venezuela, no fim de julho.