Terremoto na Colômbia deixa mais de 200 pessoas mortas e número pode aumentar

Tragédia já soma 224 mortos, mais de 570 feridos e milhares de desaparecidos; resgates continuam entre prédios destruídos

Por Bianca Lobianco

Terrremoto na Colômbia: presidente declarou estado de emergência nacional após tremor. Mais de 220 pessoas morreram

O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) já deixou 224 mortos e mais de 570 feridos, segundo os balanços mais recentes divulgados nesta terça-feira (11). Mais de 2 mil pessoas estão desaparecidas, enquanto equipes de emergência continuam as buscas por sobreviventes em cidades atingidas pelo forte tremor. 

O abalo atingiu principalmente o oeste do país, com epicentro próximo de San José del Palmar, no departamento de Chocó. A força do terremoto provocou desabamentos, destruiu ou danificou cerca de 1.600 imóveis e deixou comunidades inteiras em situação de emergência.

Colômbia procura milhares de desaparecidos

O número de desaparecidos é um dos principais desafios para as equipes de resgate. A AP informou que mais de 3 mil pessoas ainda não haviam sido localizadas em um dos balanços divulgados após o terremoto, enquanto atualização posterior aponta mais de 2 mil desaparecidos. A diferença reflete a rápida revisão dos dados pelas autoridades.

As buscas se concentram em áreas onde prédios e outras estruturas desabaram. Militares, bombeiros, voluntários, cães farejadores e equipes especializadas foram mobilizados para localizar pessoas presas sob os escombros.

Cali e Pereira estão entre as áreas mais atingidas

Cali, Pereira, Manizales e comunidades do Chocó estão entre os locais que registraram os maiores impactos. Em Pereira, dezenas de edifícios foram atingidos, enquanto Cali também teve estruturas destruídas e danos em unidades hospitalares.

A situação é particularmente grave no Chocó, região próxima ao epicentro e com dificuldades de acesso. Estradas e outras estruturas foram afetadas, complicando a chegada de equipes e equipamentos necessários para o resgate.

Reprodução/Redes Sociais - Milhares de pessoas estão desaparecidas após terremoto de 7.4 na Colômbia

Número de mortos pode aumentar

O balanço de 224 mortos ainda não é definitivo. Como as equipes continuam avançando pelas áreas destruídas e há milhares de pessoas sem localização confirmada, o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas.

A dimensão da tragédia também aparece na quantidade de construções atingidas: cerca de 1.600 imóveis sofreram danos ou foram destruídos.

O terremoto, um dos mais devastadores registrados recentemente na Colômbia, também foi sentido em Bogotá e em países vizinhos. A prioridade das autoridades nesta terça-feira é localizar sobreviventes, retirar vítimas dos escombros e levar atendimento às comunidades isoladas.

Presidente da Colômbia declara estado de emergência nacional após tremor

Nesta segunda (10), o presidente Abelardo De La Espriella declarou estado de emergência nacional em sua primeira grande crise à frente do governo. “O governo nacional mobilizou todos os seus recursos para proteger vidas, auxiliar as comunidades afetadas e prestar auxílio onde quer que seja necessário. A prioridade número um é resgatar as pessoas presas sob os escombros”, disse Espriella.

Em nota, a Autoridade de Aeronáutica Civil da Colômbia afirmou que seis aeroportos sofreram danos causados pelo terremoto.

“Os aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura foram afetados. Por razões de segurança, as operações aéreas nesses terminais permanecem suspensas até que os danos estruturais à infraestrutura possam ser avaliados”, informou a agência, no comunicado.

SP oferece ajuda à Colômbia após terremoto

O Governo colocou sua estrutura à disposição da Colômbia para apoio humanitário após o terremoto registrado na segunda(10). Caso haja solicitação oficial das autoridades colombianas, o Estado poderá mobilizar profissionais do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), além de equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Rinaldo de Araujo Monteiro, também acompanha a possibilidade de um plano nacional de apoio humanitário.