Ataque dos EUA mata líder de facção criminosa da Venezuela

Niño Guerrero, líder da facção Tren de Aragua, foi morto em operação conjunta dos EUA e das forças de segurança da Venezuela

Por Petrônio Viana

Niño Guerrero era o principal líder da facção Tren de Aragua, da Venezuela

Um ataque conduzido pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos matou o narcotraficante Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, líder da facção criminosa Tren de Aragua, da Venezuela.

A ação foi divulgada na sexta-feira (12). Imagens do ataque mostram o impacto de um míssil norte-americano em um esconderijo onde Guerrero estava abrigado. De acordo com informações do Comando Sul dos EUA, a operação teve a participação das forças de segurança venezuelanas.

O presidente Donald Trump afirmou em suas redes sociais que ordenou o ataque ao líder do Tren de Aragua, facção designada como organização narcoterrorista pelos EUA em 2025.

“Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque cinético rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta”, afirmou Trump, em publicação repostada pela Casa Branca.

Reprodução/Comando Sul dos EUA - Ataque dos EUA atingiu complexo onde estava scondido Niño Guerrero

“Esta ação foi coordenada de perto com os nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem", disse o presidente dos EUA.

Território venezuelano

O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, confirmou que o ataque ocorreu dentro do território venezuelano. “No início desta semana, o Departamento de Guerra — em plena colaboração com as forças de segurança venezuelanas — realizou um ataque armado contra um complexo do Tren de Aragua (TdA) na Venezuela. O fundador e líder do TdA, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, também conhecido como Niño Guerrero, foi morto durante o ataque”, disse o secretário.

“A operação reforça o compromisso compartilhado entre os EUA e a Venezuela de combater os narcoterroristas e negar-lhes qualquer refúgio seguro em nosso hemisfério. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com parceiros de segurança, como a Venezuela — e com os países parceiros da Coalizão Anticartel das Américas (A3C) — para combater nossos inimigos”, afirmou Hegseth.

A morte de Guerrero foi confirmada pelo governo da Venezuela em nota divulgada também na sexta-feira. “A operação contou com apoio tecnológico especializado e desenvolveu-se mediante mecanismos de cooperação e intercâmbio de informação de inteligência entre as autoridades de ambos os países”, disse o comunicado.