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Rede de atendimento de Macaé acompanha pacientes com câncer

Município oferece assistência desde a investigação até o tratamento

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Polo Municipal de Oncologia atende pacientes e acompanha mulheres durante o tratamento oncológico

Outubro é marcado pela campanha Outubro Rosa, que reforça a importância da conscientização, da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Em Macaé, o atendimento começa na atenção básica e segue até o encaminhamento para o tratamento especializado.

A descoberta da doença costuma trazer medo e insegurança. Foi assim com a dona de casa Edileia, de 50 anos, mãe de duas filhas. Em 2015, ela percebeu um pequeno nódulo na mama e recebeu o diagnóstico de câncer.

"Na hora de deitar, eu senti um carocinho no peito. Era muito pequenininho, mas me chamou muito a atenção. Tive medo da morte, de deixar as minhas filhas, os meus pais, meu esposo. São sentimentos que passam na cabeça da gente como se fosse um ponto final", relembra.

Em Macaé, mulheres que identificam alterações nas mamas devem procurar uma unidade de saúde. As equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e das Unidades Básicas de Saúde (UBS) realizam consultas, solicitam exames e encaminham os casos suspeitos para investigação complementar.

Confirmado o diagnóstico, o Polo Municipal de Oncologia acolhe as pacientes e as insere no sistema estadual de regulação, responsável pelo encaminhamento aos serviços especializados.

"A gente acolhe o paciente da recepção até o último atendimento e acompanha em todo o tratamento, que pode durar cinco ou dez anos. O paciente chega aqui perdido, a gente dá um norte para ele", explica Anderson Rangel, coordenador do polo.

Com capacidade para atender até 10 mil pessoas, a unidade tem 6.120 pacientes cadastrados, dos quais 1.160 têm câncer de mama. A estrutura oferece oncologia clínica, dermatologia, Psicologia, Nutrição, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Assistência Social e Farmácia, além de apoio para marcação de consultas e exames.

"É muito importante que ele faça tudo num único local. O paciente não fica vagando no município e encontra, aqui, todo o seu atendimento", destaca o coordenador.

Para Edileia, o polo se tornou uma segunda família. O acolhimento e a convivência com outras pessoas em tratamento ajudaram a enfrentar a doença.

"Você chega perdida e acha que é só você que está passando pelo câncer. Depois, descobre que tem outras pessoas se tratando. Uma pessoa ajuda a outra até que você vira família", conta.

Após a regulação estadual, as pacientes são encaminhadas aos serviços indicados. Em Macaé, a quimioterapia é realizada na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital São João Batista, instituição filantrópica parceira da prefeitura.

Edileia passou por cirurgia para retirada de parte da mama, oito sessões de quimioterapia e 35 de radioterapia em outro município. Dez anos depois, mantém tratamento medicamentoso e acompanhamento regular. A experiência também a levou ao voluntariado na ONG Onco Renascer, onde ajuda outras pessoas.

"Minha torcida é para que todo mundo passe pelo tratamento, supere o câncer e fique bem. Hoje, não consigo ver só por mim. Vejo por todo mundo que está na luta", afirma.