CPI da Alerj investigará verbas de Petrópolis

Sergio Fernandes vai participar da Comissão que apura repasses

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Sérgio Fernandes compõe a CPI como membro efetivo

O deputado estadual Sergio Fernandes foi indicado como membro efetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para apurar os desdobramentos da tragédia climática de Petrópolis, ocorrida em fevereiro de 2022.

A indicação partiu do líder do partido, o deputado Luiz Paulo, e foi formalizada no Diário Oficial. O colegiado investigará os impactos da catástrofe, a eficácia das medidas preventivas governamentais, a qualidade do atendimento prestado aos desabrigados e a aplicação do dinheiro enviado pelo Parlamento Fluminense.

Criada sob a Resolução nº 1.738/2026 por iniciativa do deputado Rodrigo Amorim (União), a CPI faz parte de um bloco de quatro comissões abertas no fim de maio. O grupo de investigação conta com sete parlamentares inscritos e tem um prazo oficial de 90 dias para a execução e encerramento das atividades de auditoria, período que pode ser estendido conforme as regras do Regimento Interno da Alerj.

Varredura em contratos e prevenção

O foco prioritário da fiscalização dos deputados se concentrará no uso de R$ 30 milhões encaminhados pela Alerj para o município da Região Serrana logo após as tempestades. O montante deveria ter sido usado exclusivamente em obras urgentes de reconstrução de vias públicas e em ações assistenciais diretas de socorro às vítimas da tragédia.

Com a entrada de Sergio Fernandes no grupo técnico, a expectativa da Alerj é dar transparência à utilização dos impostos, expor possíveis falhas de gestão de crises e desenhar políticas de prevenção que reduzam o risco de novos desastres ambientais no estado.

Duas catástrofes por chuvas em 2022

A tempestade de 15 de fevereiro de 2022 entrou para a história como uma das maiores catástrofes de Petrópolis. A chuva volumosa que caiu em poucas horas na região matou 235 pessoas e deixou mais de quatro mil desabrigadas ou desalojadas.

Segundo dados da Defesa Civil Municipal, em três horas choveu 250 milímetros, mais do que o previsto para todo o mês de fevereiro daquele ano.

No mesmo ano, no dia 20 de março, mais chuva e mais vítimas. Deslizamentos de terra mataram sete pessoas.