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Estado do Rio tem superávit de R$ 9 bilhões no segundo quadrimestre do ano

Dado foi apresentado pelo subsecretário do Tesouro Estadual, Tomaz Leal, na Comissão de Orçamento da Alerj

Por Redação

Relatório foi apresentado na Comissão de Orçamento da Alerj

A Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ) apresentou, em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), os resultados fiscais do segundo quadrimestre de 2026. O Relatório de Gestão Fiscal (RGF), analisado pela Comissão de Orçamento, apontou superávit orçamentário de R$ 9,2 bilhões até agosto. No mesmo período, a receita líquida cresceu 7,1%, com um acréscimo de R$ 5,2 bilhões em relação a 2025.

O documento foi apresentado pelo subsecretário do Tesouro Estadual, Tomaz Leal, que atribuiu parte do resultado ao aumento da arrecadação de tributos e receitas provenientes da exploração de petróleo.

— No segundo quadrimestre, observamos um aumento significativo nas receitas de ICMS e de Royalties e Participações Especiais, o que contribuiu para que conseguíssemos controlar a execução das despesas e melhorar o resultado orçamentário de 2026. Nesse cenário, chegamos mais preparados para o terceiro quadrimestre — afirmou.

Entre maio e agosto, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aumentou 16,92%, passando de R$ 17,5 bilhões, em 2025, para R$ 20,5 bilhões neste ano. Já as receitas de royalties e participações especiais cresceram 34%, de R$ 10,7 bilhões para R$ 14,4 bilhões, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Após uma elevação de 20% nas despesas no primeiro bimestre de 2026, o estado conseguiu conter os gastos e reduzir o ritmo de crescimento. No segundo e no quarto bimestres, as despesas apresentaram quedas reais de 4% e 3%, respectivamente, em relação aos mesmos períodos de 2025.

O relatório também destacou os impactos financeiros da retomada do pagamento integral das operações de crédito garantidas pela União, das parcelas do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e do repasse de mais de R$ 1 bilhão ao Fundo de Equalização Federativa (FEF). A transferência integra as contrapartidas previstas na renegociação da dívida do estado com o governo federal.

Nas despesas com pessoal, o Rio de Janeiro permaneceu dentro do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O comprometimento ficou em 45,42%, abaixo do teto previsto na legislação.