Macaé debate atenção psicossocial em seminário
O debate sobre saúde mental ganhou destaque nesta semana em Macaé, durante o seminário "Atenção Psicossocial e Interseccionalidades", realizado no auditório do Sindipetro-NF. Integrando a programação do Setembro Amarelo, o encontro teve entre os principais temas a apresentação de dados do Censo Psicossocial dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental do Estado do Rio de Janeiro. O levantamento trouxe informações sobre o perfil dos usuários, o acesso aos serviços e os desafios enfrentados pela rede de atenção psicossocial.
O seminário reuniu profissionais da área de saúde mental, familiares, usuários dos serviços, trabalhadores da assistência social, estudantes, pesquisadores e representantes de movimentos sociais. A proposta foi ampliar o diálogo entre os diferentes segmentos envolvidos no cuidado e reforçar a importância de uma política de atenção que leve em consideração as características, necessidades e realidades de cada pessoa e território.
O Censo Psicossocial dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental do Estado do Rio de Janeiro é desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, por meio da Escola de Serviço Social, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Coordenado pela professora Rachel Gouveia Passos, o estudo reúne informações sociais e demográficas dos usuários, além de dados relacionados ao atendimento oferecido pelos serviços de saúde mental. O relatório técnico foi publicado pela UFRJ no início deste ano.
Durante o seminário, também foram apresentados dados específicos sobre a realidade de Macaé. As informações serviram de base para uma reflexão sobre o perfil da população atendida no município e sobre a necessidade de aprimorar continuamente as políticas públicas voltadas à saúde mental.
A iniciativa é resultado de uma ação conjunta da Escola de Serviço Social da UFRJ, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do coletivo Luta Antimanicomial e Feminismos, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Macaé, por meio do Núcleo de Saúde Mental.
O projeto do Censo Psicossocial também conta com fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.