Festival da cultura e surf traz movimento internacional para Saquarema
Cidade da Região dos Lagos se torna a capital dos esportes no interior do estado do Rio de Janeiro
Foram sete dias de esporte, cultura e lazer na Praia de Itaúna. O World Surf League (WSL) REMA - Festival da Cultura Surf 2026 reuniu atletas de 16 países e terminou no domingo (20), deixando como saldo uma semana de surfe, skate, treinos funcionais, yoga, massagens, música e cinema. Mais uma vez, Saquarema reforçou sua condição de Capital Nacional dos Esportes e já vive a expectativa pela próxima edição de um evento que começa a se consolidar no calendário do município.
Entre os profissionais que aproveitaram a movimentação esteve Gabriela Menezes. Sob uma tenda montada na areia, de frente para o mar, a massoterapeuta realizou cerca de 30 atendimentos durante o festival. As massagens foram oferecidas como brinde a pessoas sorteadas entre os participantes das aulas gratuitas realizadas na praia.
Dona de um estúdio de massagem no Gravatá, Gabriela encontrou no REMA uma oportunidade de complementar a renda e, ao mesmo tempo, trabalhar diante de um dos cenários mais conhecidos de Saquarema.
"Quem não gosta de uma massagem? A massagem é tudo na vida. Massagem é essencial. Você faz uma massagem e recupera, volta novo, revigorado. E, aqui, para mim, está sendo um extra maravilhoso. Quem é que não quer trabalhar nesse cenário lindo? Então, fazer massagens aqui na praia tem sido a chance de ter um complemento bem interessante", afirmou.
O impacto do festival, no entanto, foi além da faixa de areia. As ruas de Itaúna também receberam um fluxo maior de visitantes, especialmente surfistas de diferentes nacionalidades que chegaram a Saquarema para disputar a primeira etapa de um QS 6000 do Mundial de Surfe. A competição distribui pontos importantes para atletas que buscam avançar nas divisões de acesso da modalidade.
Os campeões
No feminino, o título ficou com a estadunidense Alyssa Spencer. A surfista foi a última a desembarcar em Saquarema, depois de ser eliminada na etapa de Trestles, pela primeira divisão do Mundial de Surfe.
Entre os homens, Jackson Bunch conquistou o título do REMA 2026 ao derrotar o compatriota Luke Tema. A decisão entrou para a história do festival por colocar, pela primeira vez, dois havaianos frente a frente na final da competição.
O surfe dividiu espaço com outras modalidades ao longo da semana. Na areia de Itaúna, uma rampa recebeu skatistas e atraiu principalmente o público mais jovem. Entre os nomes de destaque do cenário nacional que participaram das atividades estavam Ricardo Dexter e Lucas Xaparral.
A programação também incluiu aulas de yoga, treinamento funcional voltado para o surfe e crossfit. Na sexta-feira à noite, o público ainda pôde acompanhar uma sessão de cinema ao ar livre na Pousada Castelhana. Diante da piscina, uma plateia formada por surfistas assistiu a produções dedicadas à cultura da modalidade.
Entre os brasileiros que disputaram o evento, Sophia Medina foi quem chegou mais longe. A irmã do tricampeão mundial Gabriel Medina alcançou a semifinal, mas perdeu por apenas 0,17 ponto para Alyssa Spencer, que posteriormente conquistaria o título.
Na torcida pelos atletas brasileiros, a moradora Rosângela Santos lamentou a ausência da bandeira brasileira no pódio, mas destacou a importância do evento para a cidade.
"Mesmo perdendo, a Sophia representou muito bem os brasileiros. Mas, de qualquer modo, estamos aqui para curtir. Moro aqui em Saquarema e, sempre que posso, acompanho qualquer esporte, seja surfe, skate ou vôlei. A gente vê o desenvolvimento da cidade e também a valorização da nossa cultura, do nosso esporte", afirmou.
A realização do REMA e de outros eventos esportivos ao longo do ano movimenta a economia local, amplia a circulação de visitantes e contribui para projetar Saquarema no cenário esportivo nacional e internacional. O festival terminou, mas deixou a expectativa por novas competições e atividades que mantenham a cidade como palco de grandes encontros entre esporte, cultura, turismo e lazer.