Estado do Rio adere ao pacto nacional para gás natural
Governo também firma parcerias para melhorar qualificação profissional
O Governo do Rio firmou, nesta quarta-feira (23), novas parcerias voltadas ao fortalecimento do setor energético durante a Rio Oil & Gas Energy (ROG.e) 2026. As iniciativas foram articuladas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e incluem a adesão ao Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural e a assinatura de um protocolo de intenções para ampliar a capacitação profissional no setor.
O Pacto Nacional, firmado em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, busca integrar a atuação da União, dos governos estaduais, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e das agências reguladoras estaduais. A proposta é promover maior alinhamento dos marcos regulatórios relacionados ao gás natural, ao biogás e ao biometano, criando condições para estimular investimentos, reduzir custos operacionais e facilitar a implantação de obras de infraestrutura energética.
A formalização do acordo ocorreu ao final do painel "Mercado Livre de Gás Natural: avanços e desafios". O documento foi assinado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Roberto Gomides, e pelo diretor de Gás Natural da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Marcello Weydt.
A participação do Rio de Janeiro no pacto ganha relevância diante do peso do estado na produção nacional de gás natural. Atualmente, o território fluminense responde por 76,9% da produção brasileira, segundo os dados apresentados no evento.
Outra iniciativa anunciada durante a ROG.e foi a assinatura de um protocolo de intenções entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Fundação de Apoio à Escola Técnica e o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás.
O acordo prevê a articulação de esforços técnicos e institucionais para desenvolver programas e projetos de formação e qualificação profissional continuada. A intenção é preparar trabalhadores fluminenses para acompanhar a expansão da indústria de energia e atender à demanda por mão de obra especializada nos segmentos de petróleo e gás no estado.