Douglas Ruas descarta modelo de Bukele no estado do Rio
Candidato do PL também afirmou que Castro não estará no seu palanque
Durante sabatina promovida por pela Revista VEJA, na quarta-feira (19), conduzida pela colunista Marcela Rahal, com participação de Ricardo Ferraz e da editora-executiva de VEJA, Mônica Weinberg, o candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, afirmou que o ex-governador Cláudio Castro não participará de sua campanha nas eleições deste ano.
"Hoje governador, não vai subir no meu palanque", disse Ruas, apesar de sua passagem pela administração de Castro, como secretário de Cidades, que segundo ele, seu trabalho à frente da pasta foi concentrado na realização de investimentos em municípios do interior do estado.
Na sequência, o candidato apresentou a segurança pública como uma das principais bandeiras de sua campanha e fez críticas às administrações anteriores. Ruas afirmou que os governos do Rio mantiveram, ao longo de 17 anos, uma política semelhante para o setor. Para ele, é necessário mudar a estratégia e priorizar a retomada de territórios dominados por facções criminosas.
Ele, porém, descartou adotar o sistema de Bukele, feito em El Salvador, pela questão da legislação brasileira.
"Para aplicar aquele modelo na risca do que o Bukele faz lá, precisa ter toda uma reformulação do sistema de Justiça nacional. Não é uma questão em que qualquer governador de estado tem autonomia total para poder implementar", disse o candidato.
A relação com o bolsonarismo também foi abordada durante a entrevista. Questionado sobre o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, Ruas afirmou que o senador deverá participar de agendas conjuntas com sua campanha no Rio. O candidato, no entanto, disse que pretende concentrar sua campanha na apresentação de sua trajetória e de suas propostas para o estado.
Ao avaliar o cenário eleitoral, Ruas afirmou que seu baixo nível de conhecimento entre os eleitores representa uma oportunidade de crescimento na disputa. Segundo ele, atualmente registra 10% das intenções de voto. A estratégia, disse, será ampliar o conhecimento sobre seu nome e apresentar sua candidatura como alternativa aos adversários que, em sua avaliação, estão há décadas na política fluminense.