Patrulha Escolar reforça proteção e acolhimento
Polícia Militar atua em palestras e ações preventivas
A Patrulha Escolar da Polícia Militar já consolidou uma atuação expressiva na segurança e na formação cidadã de crianças e jovens fluminenses. Desde que foi criada, a iniciativa especializada já atendeu um total de 7.576 instituições de ensino, registrou 145.807 boletins de ocorrência, realizou 1.076 ações puramente preventivas e promoveu 1.621 palestras instrutivas, alcançando diretamente cerca de 57 mil estudantes em todo o estado.
A capitão Cristiane Maria de Souza Lima esclarece que o propósito das equipes vai muito além do policiamento preventivo tradicional. Os agentes passam por uma capacitação técnica e humanizada, tornando-se aptos a lidar com as complexidades que envolvem o universo infantojuvenil, incluindo as delicadas situações de violência.
"O objetivo é fortalecer a aproximação entre polícia, escola e família. A prevenção começa pela confiança. O aluno precisa entender que pode procurar ajuda e que existe uma rede preparada para acolher e proteger. É um policiamento mais especializado e integrado com toda a rede de apoio, como se fosse um elo entre educação e a família e o estreitamento com o judiciário", explicou a capitão.
Os ciclos de debates levados às salas de aula abordam temas contemporâneos de extrema relevância, como o bullying, o cyberbullying, a violência no ambiente escolar, a segurança no ambiente digital e os protocolos de prevenção a ataques. Esse suporte estende-se também aos diretores e professores, que são devidamente orientados a identificar precocemente cenários de risco dentro do colégio.
No Colégio Estadual Vicente Januzzi, localizado na Barra da Tijuca, a diretora adjunta Joelma Machado aponta que a proximidade com a corporação tornou-se indispensável para solucionar os problemas diários. Recentemente, conflitos ligados ao uso de cigarros eletrônicos (vape) e episódios de difamação virtual foram contornados com o auxílio do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).
"Muitas vezes, a presença deles aqui já ajuda na sensação de segurança. No caso do aluno encontrado com vape, a direção fez todo o protocolo em relação aos responsáveis e, logo depois, iniciamos um trabalho de conscientização com a turma. O subtenente Ricardo Negreiros atuou diretamente nessa turma e é muito bom quando temos alguém preparado para tratar esses assuntos com os adolescentes", relatou a diretora.
Os alunos demonstram excelente receptividade ao projeto.