Estado lança "Alimento Seguro na Prática"
Programa busca fortalecer a formação técnica de estudantes
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, junto à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, lançou oficialmente o programa "Alimento Seguro na Prática". A iniciativa pioneira é voltada para a formação complementar de estudantes de nível médio técnico matriculados em cursos de Agropecuária, Alimentos, Agroindústria, Zootecnia e áreas afins, preparando os futuros profissionais para os desafios reais do mercado de trabalho.
A primeira instituição a receber as atividades do projeto foi o Colégio de Aplicação e Iniciação Agropecuária Monsenhor Tomás Tejerina de Prado (CIA), localizado no município de Valença, na região do Médio Paraíba. O lançamento marca o ponto de partida de um cronograma que deve alcançar mais de dez colégios técnicos em diferentes regiões do território estadual ao longo do próximo semestre.
Com duração prevista de cinco semanas, o projeto foi planejado para ser integrado diretamente à rotina escolar dos alunos, sem interferir no andamento das disciplinas regulares. A proposta pedagógica do programa utiliza metodologias ativas, abordando tópicos como boas práticas sanitárias, a procedência correta de matérias-primas, a rastreabilidade animal, as normas de rotulagem e a legislação vigente.
Além disso, o programa está alinhado às diretrizes internacionais do conceito de "Uma Só Saúde" (One Health), que reconhece a profunda interconexão e interdependência entre a saúde humana, a saúde animal e a preservação do meio ambiente.
"Estamos dando mais um passo importante no fortalecimento da educação sanitária e da qualificação da cadeia produtiva fluminense. Queremos formar profissionais preparados para atuar com responsabilidade, conhecimento técnico e compromisso com a qualidade dos alimentos produzidos em nosso estado", ressaltou o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Felipe Brasil, destacando o impacto econômico e social de ter uma mão de obra qualificada.
A proposta do programa também busca desmistificar a atuação dos órgãos de fiscalização do governo, aproximando os estudantes do serviço de inspeção oficial.
De acordo com a coordenadora de Educação Sanitária da Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Carolina Martins, o investimento nos jovens é o caminho mais curto para modernizar o setor. "Trabalhar educação sanitária com estudantes de cursos técnicos é investir diretamente no futuro da produção de alimentos e da saúde pública. É fundamental que esses jovens compreendam, desde a sua formação de base, que produzir alimentos de origem animal exige muita responsabilidade, conhecimento técnico apurado e um compromisso inegociável com a segurança da população", explicou.