Os benefícios do Aluguel Universitário em Niterói

Estudantes ganham qualidade de vida e melhoram desempenho

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No mês das mulheres, enquanto o mundo reflete sobre a luta por igualdade e direitos, Niterói celebra um número que faz a diferença na vida de centenas de jovens: 61% dos beneficiários do programa Aluguel Universitário são mulheres. São 769 mulheres que, graças ao auxílio, conseguem trocar longas horas no transporte público por mais tempo de estudo, descanso e convivência acadêmica. Para o prefeito Rodrigo Neves, os números do programa reforçam o compromisso da gestão com a equidade e a educação.

"O Aluguel Universitário é uma das políticas públicas mais bonitas e necessárias que implementamos. Olhar para esses 61% nos enche de orgulho e responsabilidade. Estamos garantindo que as jovens de Niterói, especialmente as negras e de baixa renda, possam não apenas ingressar, mas permanecer na universidade com dignidade. É um investimento no futuro delas e no futuro da nossa cidade. Enquanto prefeito, reafirmo nosso compromisso de ampliar e fortalecer programas que promovam a igualdade de oportunidades", afirma.

O programa já soma 1.203 beneficiários ativos, distribuídos entre o primeiro e o segundo editais. Os números confirmam que o Aluguel Universitário se mostrou uma política de permanência que atinge, majoritariamente, quem mais precisa.

Os dados consolidados das duas edições mostram a diversidade e os desafios enfrentados por essa juventude: a maioria dos beneficiários é negra. Somados, pardos (456) e pretos (320) representam 64% do total. Brancos são 422 (35%), amarelos somam 4 e há 1 indígena na segunda edição. Mais da metade dos estudantes (51%) declarou receber até meio salário mínimo: 615 jovens que vivem com menos de R$ 759 por mês. Outros 23% (276) recebem entre meio e um salário. As mulheres são o grupo predominante (769), seguidas por 407 homens. O programa também acolhe 15 homens trans, 8 mulheres trans, 29 pessoas não-binárias e 12 que preferiram não declarar.