Prestes a completar 60 dias acampados na frente da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em Resende, um gripo de manifestantes estão na esperança do presidente Jair Bolsonaro se pronunciar antes da posse do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva, neste domingo, dia 1 de janeiro de 2023. A expectativa do grupo é que o presidente se manifeste até o dia 31, enquanto isso, permanecerão no local. Cerca de 20 pessoas dormem todos os dias no acampamento e, durante o dia, o movimento chega a reunir 100 ou mais pessoas, entre jovens, adultos e idosos.
A manifestação, que iniciou de forma voluntária, ganhou força após o resultado das eleições presidenciais no segundo turno, que apontou a vitória de Lula. Participante eventual desde o primeiro dia, Hermiton Moura, morador de Volta Redonda, disse que o grupo está disposto, confiante e não abandona o acampamento:
-Somos guerreiros e patriotas que nos unimos numa manifestação ordeira, pacífica, democrática, legal e popular por acreditar que o Brasil tem salvação. Não aceitamos o retorno de Lula à cena do crime. Vamos continuar unidos, nas ruas em frente aos quartéis, até que Bolsonaro se pronuncie. Não consideramos a hipóteses de Lula subir a rampa. Pleiteamos, uma intervenção militar com o Bolsonaro no comando. O presidente tem todos os motivos para decretar GLO, tudo dentro das 4 linhas da constituição (artigo 142), o que acreditamos ocorrerá até o dia 31 de dezembro de 2022 - ressaltou Moura.
De volta ao cenário
No final de novembro, o presidente Jair Bolsonaro escolheu Resende para retornar as atividades públicas e compareceu à cerimônia de formatura de cadetes da Aman, mas não fez o uso da palavra e nem conversou com os manifestantes, que receberam um aceno de Bolsonaro.